Museu do ìndio
Localizado no bairro de Botafogo, Rio de Janeiro, o Museu do Índio destina-se à preservação das tradições e da cultura indígena. Através de exposições permanentes e itinerantes, busca interagir com o público na intenção de afirmar as etnias indígenas. (na foto, o Cacique Mário Juruna).Os índios Xavantes (A’uwe)
Espalhados pela região da Serra do Roncador e do Vale do Araguaia, os Xavantes, originários do que hoje é o estado de Goiás, já dominaram grande parte da região Centro-Oeste brasileira. O convívio inicial e pacífico com os não-índios, a partir do século XVIII, foi substituído por absoluta falta de contato em fins de XIX, o que fez com que os Xavantes migrassem para a Serra do Roncador, refúgio seguro, bem distante das então regiões colonizadas de Goiás. Os Xavantes viveram em paz até meados da década de 1.940, quando o homem branco novamente os alcançou. Dessa feita, não havia para onde migrar, esgotados, pois, os refúgios nos campos cerrados.
O fato deles terem sempre sido um povo itinerante não permitiu que ratificassem seu domínio permanente sobre o território. Outrossim, o freqüente confronto com outros povos indígenas e com os brancos angariou-lhes fama de belicosidade. Daí, a difícil interação e contato ao longo da história com os não-índios, denominados de warazú.
Na década de 1970, os principais caciques xavantes se uniram à Funai e a indigenistas para retomar seu território ocupado pelas fazendas que se instalaram na região. Foi um processo tenso, repleto de incidentes entre índios e fazendeiros. Entre os anos 70 e 80, o Brasil pode assistir à batalha deste povo por suas terras. Carregando um gravador onde registrava as promessas das autoridades responsáveis pela política indianista brasileira, relacionadas à demarcação de suas terras, Dzuru’rã ficou conhecido como “Cacique Mário Juruna”, o primeiro Deputado Federal índio do Brasil.
Hoje os Xavantes reconquistaram parte de seu território. As aldeias, somando cerca de 10.000 habitantes, estão localizadas dentro de reservas demarcadas, como a de Pimental Barbosa, com 328 mil hectares de extensão.
Os xavantes da comunidade etênhiritipá, em Pimentel Barbosa (nome em homenagem ao indianista chefe de expedição massacrada pelos Xavantes, em 1941), Mato Grosso, constituem um dos povos indígenas cuja história e sociedade melhor tem sido documentada.
A oca Ri é a habitação construída pelos Xavantes. As Ri formam um semi-círculo nas aldeias xavantes, abrindo-se em direção às matas que margeiam rios e córregos. Com aproximadamente 10 metros de diâmetro e 8 metros de altura, sua estrutura de troncos e bambus sustenta paredes feitas com folhas de babaçu. O acesso ao seu interior se dá através de pequena porta, propositalmente estreita e apertada no intuito de evitar a entrada de espíritos malígnos. Em seu interior não há divisão formal em cômodos. No centro da oca, ao lado do esteio principal, fica o fogo, quase sempre aceso. Na aldeia em Mato Grosso, uma habitação dessas abriga um casal e até duas ou três filhas recém-casadas com seus maridos e filhos.
A cerimônia de casamento dos Xavantes chama-se Dabasa. Participam dela a família do noivo e alguns parentes da noiva. Realiza-se uma grande caçada com o intuito de obter o maior
Homenagens aos Xavantes: o jipinho gurgel e o AT - 26, fabricado pela EMBRAER, sob licença, entre 1.971 e 1.981. O Brasil chegou a ter 166 desses aviões.



















