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Espaço para histórias, estórias, artes em geral, amizades, natureza...só alto astral! Sejam bem vindos. Embarquem comigo nessa Magical Mystery Tour. Deixem-se levar, para bem longe, para lugares maravilhosos. Talvez vocês já tenham participado de uma viagem como esta sem perceber o que estava acontecendo. Prontos para partir? Ótimo! Afinal, estamos entre amigos!

Nome:
Local: Rio de Janeiro, RJ, Brazil

terça-feira, agosto 29, 2006

Museu do ìndio

Localizado no bairro de Botafogo, Rio de Janeiro, o Museu do Índio destina-se à preservação das tradições e da cultura indígena. Através de exposições permanentes e itinerantes, busca interagir com o público na intenção de afirmar as etnias indígenas. (na foto, o Cacique Mário Juruna).
Dispõe, em seu acervo, ampla biblioteca (Biblioteca Marechal Rondon), considerada a mais completa e especializada sobre a temática indígena da América do Sul.
O Museu do índio, mais do que meramente abrigar, busca comunicar e divulgar seu acervo, conservando, preservando e perpetuando o patrimônio cultural indígena brasileiro. Não apenas como museu tradicional, de informação, mas um local de formação de idéias, opiniões e mentalidade. Assim, é indispensável divulgar esse valioso material etnográfico e bibliográfico, para atender às demandas dos índios e, sobretudo, da sociedade no intuito de re-ver, recontar e repensar a sua própria história, suas raízes e suas formas específicas de transmissão de conhecimento e cultura.

Os índios Xavantes (A’uwe)

Espalhados pela região da Serra do Roncador e do Vale do Araguaia, os Xavantes, originários do que hoje é o estado de Goiás, já dominaram grande parte da região Centro-Oeste brasileira. O convívio inicial e pacífico com os não-índios, a partir do século XVIII, foi substituído por absoluta falta de contato em fins de XIX, o que fez com que os Xavantes migrassem para a Serra do Roncador, refúgio seguro, bem distante das então regiões colonizadas de Goiás. Os Xavantes viveram em paz até meados da década de 1.940, quando o homem branco novamente os alcançou. Dessa feita, não havia para onde migrar, esgotados, pois, os refúgios nos campos cerrados.

O fato deles terem sempre sido um povo itinerante não permitiu que ratificassem seu domínio permanente sobre o território. Outrossim, o freqüente confronto com outros povos indígenas e com os brancos angariou-lhes fama de belicosidade. Daí, a difícil interação e contato ao longo da história com os não-índios, denominados de warazú.

Na década de 1970, os principais caciques xavantes se uniram à Funai e a indigenistas para retomar seu território ocupado pelas fazendas que se instalaram na região. Foi um processo tenso, repleto de incidentes entre índios e fazendeiros. Entre os anos 70 e 80, o Brasil pode assistir à batalha deste povo por suas terras. Carregando um gravador onde registrava as promessas das autoridades responsáveis pela política indianista brasileira, relacionadas à demarcação de suas terras, Dzuru’rã ficou conhecido como “Cacique Mário Juruna”, o primeiro Deputado Federal índio do Brasil.

Hoje os Xavantes reconquistaram parte de seu território. As aldeias, somando cerca de 10.000 habitantes, estão localizadas dentro de reservas demarcadas, como a de Pimental Barbosa, com 328 mil hectares de extensão.

Os xavantes da comunidade etênhiritipá, em Pimentel Barbosa (nome em homenagem ao indianista chefe de expedição massacrada pelos Xavantes, em 1941), Mato Grosso, constituem um dos povos indígenas cuja história e sociedade melhor tem sido documentada.

A oca Ri é a habitação construída pelos Xavantes. As Ri formam um semi-círculo nas aldeias xavantes, abrindo-se em direção às matas que margeiam rios e córregos. Com aproximadamente 10 metros de diâmetro e 8 metros de altura, sua estrutura de troncos e bambus sustenta paredes feitas com folhas de babaçu. O acesso ao seu interior se dá através de pequena porta, propositalmente estreita e apertada no intuito de evitar a entrada de espíritos malígnos. Em seu interior não há divisão formal em cômodos. No centro da oca, ao lado do esteio principal, fica o fogo, quase sempre aceso. Na aldeia em Mato Grosso, uma habitação dessas abriga um casal e até duas ou três filhas recém-casadas com seus maridos e filhos.

A cerimônia de casamento dos Xavantes chama-se Dabasa. Participam dela a família do noivo e alguns parentes da noiva. Realiza-se uma grande caçada com o intuito de obter o maior
número possível de víveres para presentear a família da noiva. As carnes são assadas e carregadas pelo noivo em cesto feito de folha de palmeira. O noivo é pintado de vermelho (urucum) e preto (carvão). A noiva é pintada por seu padrinho. Ela sai de sua casa pronta e se senta ao centro do pátio, onde uma prima do noivo lhe entrega um presente e recolhe seus enfeites. Curioso é que os noivos durante a cerimônia de casamento não ficam frente à frente.

Homenagens aos Xavantes: o jipinho gurgel e o AT - 26, fabricado pela EMBRAER, sob licença, entre 1.971 e 1.981. O Brasil chegou a ter 166 desses aviões.

13 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Viva o Guarani de Campinas! E o Tupi de Juiz de Fora! Viva o Goytacaz de Campos! E o Colo Colo do Chile!

29 agosto, 2006 22:36  
Anonymous Anônimo said...

Uma pena o Museu do Indio estar agora num lugar tão pequeno , em Botafogo.
Houve uma época em que ficava no Maracanã , num casarão grande e muito bem organizado.

30 agosto, 2006 09:27  
Anonymous Anônimo said...

Que os índios conquistem a independencia de seus territórios e os protejam do espólio e destruiçao do governo brasileiro!!!

Fora Marina Silva !!!
Fora Lulla !!!

30 agosto, 2006 23:10  
Anonymous Anônimo said...

Como dizia o General Custer - Comandante da Sétima Cavalaria do Exército dos EUA. Índio bom é índio m.....
Assim com diz o deputado Sivuca. Bandido bom é bandido m....

General Custer morreu na batalha de Little Bighorn River em 1876, em batalha com os chefes sioux, Touro Sentado e Cavalo Louco onde morreram todos os 266 homens do Exército americano que o acompanhavam.

Em 1874, o General Custer havia massacrado os Cheyennes e Sioux da Dakota do Sul.

31 agosto, 2006 17:04  
Anonymous Anônimo said...

Reservas indígenas liberadas para exploração das riquezas minerais. JÁ.

31 agosto, 2006 17:05  
Anonymous Anônimo said...

Partisan.
Por que não o COLO COLO da Bahia ?

31 agosto, 2006 18:11  
Anonymous Anônimo said...

Território IANOMANI livre.
Pelo reconhecimento da nação e território ianomani independente.

31 agosto, 2006 18:13  
Anonymous Anônimo said...

Depois de nosso passado de escravidão e extermínio do índio, as reservas são a única coisa que podemos oferecê-los. Desculpem-nos índios e negros.

31 agosto, 2006 23:06  
Anonymous Anônimo said...

Gurgel??? o carro é um lixo e o avião cai toda hora!!

31 agosto, 2006 23:09  
Anonymous Anônimo said...

Prefiro ter um Gurgel do que meu carro.

01 setembro, 2006 17:13  
Anonymous Anônimo said...

Que construam cassinos.

Chega de dinheiro público na Funai.

02 setembro, 2006 02:49  
Anonymous Anônimo said...

Quer andar de carro velho, amor
Que venha
Pois eu sei que andar a pé, amor
É lenha,
Quer andar de carro velho, amor
Que venha
Pois eu sei que andar a pé , amor
É lenha

03 setembro, 2006 21:24  
Anonymous Anônimo said...

Índio sempre é sacaneado!

Veja meu exemplo: lutei pela Pátria, pelejei duro contra os franceses e acabei "premiado" com Niterói...

Enquanto isso , o galego Estácio, sobrinho do "homi", ficou as terras na outra margem da Guanabara...

Isso sim é sacanagem....

04 setembro, 2006 07:29  

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