All that you can´t leave behind...

Espaço para histórias, estórias, artes em geral, amizades, natureza...só alto astral! Sejam bem vindos. Embarquem comigo nessa Magical Mystery Tour. Deixem-se levar, para bem longe, para lugares maravilhosos. Talvez vocês já tenham participado de uma viagem como esta sem perceber o que estava acontecendo. Prontos para partir? Ótimo! Afinal, estamos entre amigos!

Nome:
Local: Rio de Janeiro, RJ, Brazil

sexta-feira, setembro 29, 2006

Meu livrinho!! Espero que gostem!!!

domingo, setembro 24, 2006

Nelson Piquet Souto Maior



Nélson Piquet:
Carioca;
Campeão do mundo com motores Ford (81), BMW (83) e Honda (87);
Mais de 200 GP´s;
Mais de 20 vitórias.
Protagonista, junto com Senna, de uma das maiores ultrapassagens da história da F1, no GP da Hungria, em Hungaroring, 10 de agosto de 1986.
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Vejam com quem Romário aprendeu suas tiradas.

Sobre Ayrton Senna:

"Senna é o melhor piloto? Porra nenhuma! Melhor é o Prost, que é tetracampeão"

Perguntado sobre quem seria seu piloto caso fosse dono de equipe "O Senna, é claro! Eu e o Prost já ganhamos tudo e estamos mais pra lá do que pra cá na carreira. O Ayrton, não. Vai se matar se for preciso, para chegar ao título e ser considerado o maior de todos os tempos."


"O negócio dele é garotões. Eu nunca o vi com mulher." Sobre o gosto sexual de Senna.

"Na Lotus, o Ayrton ganhava menos da metade do que vivia dizendo. Eu sei disso porque li o contrato dele."

Sobre Nigel Mansell, o leão:

"Mansell é o maior idiota que já vi."
"Mansell é um babaca."

Sobre a Fórmula Indy:

"A Indy é um brinquedo para velho aposentado, como eu." Perguntado a diferença entre Fórmula-1 e Fórmula Indy.

"Na Indy não se aprende nada. É aposentadoria. É a escolha errada para quem está começando. Na Europa é mais difícil, mas é onde se aprende."


Sobre seus adversários em geral:

"Senna se arrisca demais; Prost é cheio de frescura; Rosberg muito confuso; e Arnoux, um panacão, mas o Lauda é um cara legal."
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"Se tiver eu como!!!" Perguntado se havia alguma bicha na Fórmula 1 entre os pilotos.

A saída da Brabham



O lance da despedida de Piquet da equipe Brabham não poderia ser outro. Aconteceu no dia do GP da Austrália, última corrida de 1985. Terminada a corrida, clima de fim de temporada com os pilotos e mecânicos brincando com o público australiano. Piquet teve a idéia. Combinou com os mecânicos da Brabham e eles fecharam a porta do box, enquanto o público gritava o nome de Piquet. Em seguida, a porta se abriu e todos estavam de calças abaixadas e de costas para o público. Todo mundo riu.
Era a despedida de sete anos de risadas gostosas que Piquet e seus amigos da Brabham deram juntos, e que por isso sempre foram chamados de a equipe mais alegre da Fórmula-1.
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NÃO PERCAM ESTE VÍDEO NO YOUTUBE! Ps. só para amantes da F1, como um ex-Beatle que aparece... Apertem o cinto e lembrem como era bom!
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sábado, setembro 23, 2006

BELLA

Bella

E gira, gira il mondo
e gira il mondo e giro te
mi guardi e non rispondo
perché risposta no c' é

nelle parole
bella come una mattina d'acqua cristallina
come una finestra che mi illumina il cuscino
calda come il pane
ombra sotto un pino
mentre t' allontani stai con me forever

lavoro tutto il giorno
e tutto giorno penso a te
e quando il pane sforno
lo tengo caldo per te

bella
forte come un fiore
dolce di dolore
bella amore
gioia primitiva
di saperti viva

bella
come un ' armonia
come l' allegria
come lamia nonna in una foto da
ragazza
come una poesia
o madona mia
come la realtà che incontra la mia
fantasia...

(Lorenzo L' Alberto)

terça-feira, setembro 19, 2006

CARAVAGGIO


David e Golias. Sem data; Prado, Madrid



Bacchus, de Caravaggio, 1597. Galeria Uffizi, Florença. Baco para os romanos e Dionísio para os gregos. Pintado com ares de travesti, oferecendo suas bebidas e seus encantos.
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Nascido Michelangelo Merisi, em 28 de setembro de 1573. Realista e dramático, procurou intencionalmente ofender e chocar. Seus contemporâneos o chamavam de "gênio do mal", "anti-Cristo da pintura". Aproximou-se da humanidade, afastando-se da arte épica de Rafael ou Michelangelo. Suas figuras apresentam o relevo das formas. É revolucionário no tratamento das luzes.

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A Morte da Virgem: 1605-06; Louvre, Paris.

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Caravaggio representa a transição do Renascimento para o Barroco, dentro de seu Maneirismo.

segunda-feira, setembro 18, 2006

27 de nov. 42 - 18 de set. 70





Gênio, de sangue negro e índio.
Purple Haze, The Wind Cries Mary, Little Wing, Fire, Voodoo Child...

quarta-feira, setembro 13, 2006

Césio 137: Goiânia, 13 de setembro de 1987.


Ao lado da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia, estava instalado o Instituto Goiano de Radiologia. Em 1985, a instituição de saúde deixou o local e o terreno passou para o Instituto de Previdência do Estado, que simplesmente o abandonou. Diversos quipamentos foram lá esquecidos. Dentre eles havia um aparelho para radioterapia contendo 100 gramas de Césio 137.
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O aparelho foi retirado em partes entre 10 e 13 de setembro por Kardec Sebastião dos Santos, Wagner Mota Pereira e Roberto Santos Alves, na intenção de vender o material furtado como sucata. As partes do aparelho foram levadas ao ferro-velho de Devair Alves Ferreira, onde receberam golpes de marreta. Nesse meio tempo, Wagner e Roberto já começavam a apresentar sintomas de contaminação radioativa: tonteiras, náuseas e vômitos. A cápsula estava aberta. À noite, Devair percebe um intenso brilho azul vindo dos despojos da cápsula. Achando ser material de alto valor, decide guardá-lo dentro de casa.
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Devair remove um pouco do da cápsula e distribui a parentes. Seu irmão Ivo Alves Ferreira, leva o conteúdo para casa, dentro do bolso da calça. Na hora do almoço, coloca fragmentos sobre a mesa. Sua filha, Leide das Neves Ferraira, 6 anos, ingere partículas do Césio no pão. "Todos os dias eu pegava aquela pedra. Minha mulher tinha pavor e vivia tapando a pedra. Ela detestava e eu amava a pedra. Eu convivi oito dias com aquela pedra. Tomava cerveja e colocava o copo em cima dela". Disse Devair.
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Devair, no dia 25, vende o chumbo retirado da fonte radioativa.
Sua esposa, no dia 28, leva amostra do pó até a Vigilância Sanitária de Goiânia. Um físico, alertado, é chamado. Munido com um monitor usado em medições geológicas dirige-se ao prédio da Vigilância. No caminho, ainda distante do local, liga o aparelho que, em segundos, acusa elevadíssimo grau de contaminação radioativa.
No dia 29 de setembro, técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear chegaram na cidade, dando o alerta.
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O Estádio Olímpico foi utilizado como base de operações.
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Milhares de pessoas foram expostas à radiação. Cerca de 800 pessoas foram contaminadas. Destes, 249 com certa gravidade, sendo que 22 tinham sido altamente expostas e, portanto, isoladas. Destas, 14 já estavam com o quadro clínico muito agravado, sendo removidas para o Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro.
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Devair e sua esposa
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As quatro vítimas fatais do acidente:
Leide das Neves Ferreira, 6 anos,
Maria Gabriela Ferreira, 29 anos,
Israel Batista dos Santos, 22 anos,
Admilson Alves Souza, 17 anos.
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A pequena Leide
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Apenas 19 gramas de Césio saíram da bomba de radioterapia e se espalharam. Tadavia, 6 mil toneladas de lixo radioativo foram retiradas do local e se encontram armazenadas.

segunda-feira, setembro 11, 2006

11 DE SETEMBRO


Salvador Allende foi o primeiro marxista eleito democraticamente presidente da república na América Latina, em 1970. A Unidade Popular, que elegeu Allende, era uma frente política formada por partidos e grupos diferentes. (Na foto, Pinochet e Allende).
Enquanto o Partido Comunista defendia a via pacífica e flexível para o socialismo, apoiando as atitudes de Allende, o MIR (Movimento de Izquierda Revolucionário) realizava pressão irracional no sentido da radicalização. Allende, mesmo atrapalhado pelos radicais, utilizou de
sua habilidade política incorporando setores da direita em seu governo. Garantiu, assim, estabilidade institucional necessária que culminou com a vitória legislativa de março de 1973.
Democraticamente, Executivo e Legislativo apresentavam os mesmos ideais.

A Constituição do Chile, em 1973, datava de 1922. Percebe-se a estabilidade social e política do país pela duração de sua Carta Maior. Entre 1922 e 1973, o Brasil teve nada menos que 5 (isso mesmo, cinco) constituições. Desta feita, o Chile se afastava um pouco do histórico de instabilidade institucional de seus vizinhos.

Então, a partir do dia 11 de setembro de 1973, tudo mudou. A derrubada do presidente Salvador Allende, obra de violentíssimo golpe militar, conduziu o Chile, por 17 anos, a uma ditadura cruel e impiedosa.
(o Exército prepara o cerco ao Palácio, para, então, a Força Aérea despejar seu arsenal)

Naquela manhã chuvosa do dia 11, inicialmente, achou-se ser uma revolta localizada na Armada. Todavia, rajadas de metralhadoras pesadas sobre a sede do governo, o Palácio La Moneda, fez essa idéia se dispersar. Então, foi a vez dos caças entrarem em ação. Cruzando o céu cinzento, sem inimigos, os Hawker Hunter da força aérea chilena, lançaram 18 foguetes, sobre o Palácio, sede oficial do governo desde 1846.

(O horror e a violência estampados no rosto de um civil submetido à barbárie militar)
Allende, tendo em mãos um fuzil AK (presente de Fidel Castro de 1971), depois de uma resistência de várias horas, com cerca de trinta homens leais, convenceu-os, um por um, a irem abandonando o Palácio, prometendo-os que sairia por último. Mas não saiu.
Allende se suicida.

(O novo presidente, Augusto Pinochet, expressa nitidamente em seu rosto o que estava por vir)
Câmara Canto, o embaixador do regime militar do Brasil, à tarde, foi o primeiro a estar presente para reconhecer a junta de oficiais que assumira o poder.

"Trabajadores de mi Patria tengo fe en Chile y su destino. Superarán otros hombres este momento gris y amargo en el que la traición pretende imponerse" (Las últimas palabras del Presidente Allende)

sexta-feira, setembro 08, 2006

Leni Riefenstahl 22/08/1902 - 08/09/2003. O quê fazer com sua memória?

(O Führer e Leni)

Atriz nos anos 20, vinda da dança, já em 1932, passa à direção filmando "A Luz Azul". O sucesso do filme lança a jovem Leni Riefenstahl, ao estrelato.
Em 1934, convidada por seu admirador, Adolf Hitler, ela prepara e dirige "O Triunfo da Vontade" (Triumph des willens), documentário sobre o monumental 6º Congresso do Partido Nazista (NSDAP) realizado em Nuremberg, entre 4 e 10 de setembro daquele ano.
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O filme é um símbolo do III Reich.
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Em 1936 Leni Riefenstahl roda novo documentário para o governo, desta vez sobre as Olimpíadas de Berlim. Com a queda do Reich, é presa sob acusação de participar do regime nazista, sendo, todavia, libertada três anos depois.
Retirou-se para a África onde produziu documentários fotográficos sobre a vida selvagem.
Filmografia:

Como atriz:
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1920 - Mountain Films, 1921 - The White Flame, 1926 - The Sacred Mountain
Como diretora:
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1932 - The Blue Light, 1935 - Day of Freedom, - Our Fighting Forces 1934/35, - Triumph of the Will - O Triunfo da Vontade,1936/38 - Olympia: the festival of beauty, the festival of the people,
1954 - Tiefland.

Na foto, as amizades de Frau Leni.



(ReichMinister der Propaganda, Dr. Goebbels, Leni e o Führer: diga-me com quem andas, que lhe direi...)

Democracia nos Estados Unidos


Em 9 de agosto de 1974, pressionado por seu envolvimento no Caso Watergate, o presidente americano Richard Nixon renunciou ao cargo mais poderoso do mundo.

Assumiu a presidência dos Estados Unidos seu vice, Gerald R. Ford. O mundo ficou atônito quando Ford estranhamente remiu todos seus antecessores, incluindo Nixon, de qualquer das acusações relacionadas ao escândalo Watergate (escuta ilegal na sede do partido democrata por elementos ligados ao governo/CIA).
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Tal fato se deu em 8 de setembro de 1974.
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O que ficou de bom: méritos ao jornal Washington Post, e aos vencedores do Pulitzer Bob Woodward e Carl Bernstein.

Bob e Carl publicaram o livro Todos os Homens do Presidente, que foi adaptado para o cinema em 1976, por Alan J. Pakula.

quinta-feira, setembro 07, 2006

Olavo Bilac





Nel Mezzo del Camin...





Cheguei. Chegaste.

Vinhas fatigada

E triste, e triste e fatigado eu vinha.

Tinhas a alma de sonhos povoada,

E a alma de sonhos povoada eu tinha...

E paramos de súbito na estrada

Da vida: longos anos, presa à minha

A tua mão, a vista deslumbrada

Tive da luz que teu olhar continha.

Hoje, segues de novo...

Na partida

Nem o pranto os teus olhos umedece,

Nem te comove a dor da despedida.

E eu, solitário, volto a face, e tremo,

Vendo o teu vulto que desaparece

Na extrema curva do caminho extremo.

(Poesias, Sarças de fogo, 1888.)

quarta-feira, setembro 06, 2006

X Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro


(A medalha!!)
Equipe Ferro Fundido,
Domingo, dia 3, disputamos a X Meia Maratona do Rio de Janeiro – 21, 097 Km, transmitida ao vivo pela Rede Globo de Televisão. Cerca de 14 mil corredores estavam inscritos na prova que faz parte do calendário de eventos preparatórios para os Jogos Pan-Americanos de 2007 e serviu como seletiva para os Campeonatos Mundiais de Corrida de Rua.
Franck Caldeira no masculino (1h. 03m. 26s.) e Marizete de Paula Rezende (1h. 14min. 23s.) no feminino foram os vencedores. Desta vez os Quenianos não tiveram chance!
Nota triste: a odiosa, deplorável, ridícula e elitista mania de "área VIP" alcançou também os eventos esportivos. Denominado de "Pelotão C", a organização da prova criou, no esporte, uma separação em castas baseada em conceitos econômicos-financeiros e critérios de indicação e amizade. O barão Pierre de Cobertain adoraria isso.
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Vamos à prova!
O início, em São Conrado, foi tumultuado devido ao excessivo número de paticipantes. Mas nada que tirasse o bom humor e a vontade de competir dos atletas. Corremos com temperatura amena por quase todo o primeiro trecho da prova na deslumbrante orla carioca.
Todavia, já na altura do meio de Copacabana, o mormaço começou a cobrar seu tributo. Tanto assim foi, que a sombra dos prédios da Av. Princesa Isabel proporcionou uma considerável recuperação na fadiga crescente dos competidores.
No Aterro, foi possível ver alguns atletas desmaiados sendo atendidos prontamente pelas eficientes equipes de saúde.
O bom número de postos de hidratação também é um ponto positivo a ser mencionado.
Foram tantos inscritos que em nenhum momento houve um espaçamento considerável na massa compacta dos entusiastas pelas corridas de rua.
O apoio do público ao longo do percurso merece ser destacado como incentivo de suma importância.
A todos, muito obrigado!

A família Ferro Fundido, mais uma vez, deixou sua marca.
Na X Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro estivemos lá!!
Fomos, corremos e vencemos!
Nota Oficial do Editor: A Equipe Ferro Fundido lamenta profundamente a ausência de seu criador, incentivador e eterno capitão: CAT.

Os tempos da Equipe Ferro Fundido foram os seguintes, entre 14.000 inscritos:
José Antonio Rocha:........ 1h. 40 min. 30 seg. (!) – 1.155 lugar.
Paulo Pedro Filho:........... 1h. 57 min. 44 seg. – 3.465 lugar.
Jailson Ricardo:............... 1h. 57 min. 53 seg. – 3.485 lugar.
Francisco Brasil:.............. 1h. 58 min. 00 seg. – 3.508 lugar.
Arthur Brasil:................... 1h. 58 min. 15 seg. – 3.547 lugar.
Antonio Carlos Araujo..... 2h. 31 min. 40 seg. – 7.446 lugar.
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(Na foto, Arthur, o purista, Francisco e Paulo)
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Parabéns a todos pelo desempenho, em especial nosso colega da UBM - José Antonio Rocha, pelo tempo de 1h. 40 min. e a excepcional classificação na sua faixa etária – 50 / 54 anos.

A “garotada” da equipe, embora com bons tempos, não o acompanhou. Como diz o ditado muito popular entre os corredores.....quem não faz poeira, come poeira... (o comentário jocoso ficou por conta do CAT. O Editor nada tem a ver com isso e não compactua com tal ponto de vista. Todavia, agradece por ter sido incluído na designação "garotada"!!)

segunda-feira, setembro 04, 2006

Avenida Niemeyer: aniversário e histórias.

(Nota-se a pequenina Igreja até hoje existente no local, logo após o Gávea Golf Club).

A Avenida Niemeyer, com seus 4.760 metros, está completando, este ano, seu 90º aniversário.

A obra foi iniciada em 1891, pela Cia. Viação Férrea Sapucaí, para ser uma Estrada de Ferro entre Botafogo e Angra dos Reis. Posteriormente, em 1913, Charles Armstrong, proprietário da Chácara do Vidigal, tentou terminar a obra, todavia, foi somente em 1916, que o Comendador Conrado Jacob Niemeyer, a concluiu.

Posteriormente em 1919, o Prefeito Paulo de Frontin, fez as muretas até hoje existentes e pavimentou os trechos críticos da Avenida Niemeyer.


(Av. Niemeyer em 1934, com duas Alfas Romeu subindo a Avenida)

A Av. Niemeyer sempre foi pródiga em eventos esportivos. Antes de ser palco das atuais corridas rústicas, no início do século passado, anos 30 e 40, já se destacavam as provas do Grande Prêmio Brasil de Automobilismo.
Pilotos como Chico Landi, Fangio, Stuck e Pintacuda, disputavam a prova em um circuito que saía da Av. Bartolomeu Mitre, no Leblon, subia a Rua Marquês de São Vicente e Estrada da Gávea (atual Rocinha), descia em São Conrado, perto do atuais Hotéis Intercontinetal e Nacional e subia a Av. Niemeyer, para terminar a volta na Bartolomeu Mitre.
Com mais de 100 curvas e diferentes tipos de piso (asfalto, cimento, paralelepípedo e areia), o traçado era um verdadeiro desafio à perícia e ao arrojo dos pilotos em seus 11,6 quilômetros e extensão. O local de largada, em que os carros cruzavam os escorregadios trilhos de bonde, aumentavam o nível de periculosidade. Na Estrada da Gávea, havia uma curva que ficou famosa no circuito e provocou inúmeros acidentes fatais. Era conhecida como O TRAMPOLIM DO DIABO, devido a ribanceira que havia ao lado da curva.



(1934, a bandeirada para um FORD V8 pilotado pelo petropolitano, Irineu Correa - vencedor da prova, na Avenida Visconde de Albuquerque no Leblon).
Em seus 21 anos de existência, o Circuito da Gávea abrigou dezesseis corridas, treze delas, vencidas por carros Maserati, Alfa Romeo e Fiat. Nomes, marcas e lendas que entraram definitivamente para a história do automobilismo brasileiro.
Lista de vencedores e velocidades-médias do GP Cidade do Rio de Janeiro:
1933 – Manuel de Teffé (BRA/Alfa Romeo) – 67,162 km/h de média
1934 – Irineu Corrêa (BRA/Ford V8) – 70,817 km/h
1935 – Ricardo Carú (ARG/Fiat) – 68,792 km/h
1936 – Vittorio Coppoli (ARG/Bugatti) – 70,776 km/h
1937 – Carlo Pintacuda (ITA/Alfa Romeo) – 82,827 km/h
1938 – Carlo Pintacuda (ITA/Alfa Romeo) – 78,372 km/h
1941 – Chico Landi (BRA/Alfa Romeo) – 80,889 km/h
1947 – Chico Landi (BRA/Alfa Romeo) – 78,696 km/h
1948 – Chico Landi (BRA/Alfa Romeo) – 85,710 km/h
1949 – Luigi Villoresi (ITA/Maserati) – 82,806 km/h
1952 – José Froilán Gonzalez (ARG/Ferrari) – 90,321 km/h
1952 – Henrique Casini (Ferrari) – 72,906 km/h
1954 – Emmanuel de Graffenried (SUI/Maserati) – 76,275 km/h
Lista de vencedores do Circuito da Gávea Nacional:
1938 – Arthur Nascimento Jr. (Alfa Romeo) – 81,608 km/h
1939 – Manuel de Teffé (Maserati) – 81,602 km/h
1940 – Rubem Abrunhosa (Studebaker) – 78,861 km/h

(Lá embaixo, o canal do Leblon e a Praça Atahualpa).

A crônica policial, também acompanha a Av. Niemeyer, como local de crimes famosos.
Nos anos 70, houve o assassinato de Claudia Lessin Rodrigues e da atriz Leila Cravo, que teria caído ou se jogado de um Motel naquela Avenida. Dizem, ainda, que no dia de sua morte, a atriz estava no Motel acompanhada de importante Ministro da área econômica.
O Caso Cláudia: Os acusados eram Georges Michel Kour e Michel Frank, que se achava foragido na Suíça. O crime aconteceu no Rio de Janeiro, em 24 de julho de 1.977, hora não precisada, no interior do apto. 302, à Rua Desembargador Alfredo Russel (antiga Rua Amiris), 70, bairro Leblon. A acusação era de que os dois teriam estrangulado, com as mãos, e desferido pancadas na cabeça de Cláudia Lessin Rodrigues, causando-lhe a morte.
Teriam ainda, ambos, usado de recurso que impossibilitara a defesa de Cláudia que não pode opor resistência aos seus agressores, superiores, física e numericamente. Era um caso de homicídio triplicadamente qualificado (artigo 121, parágrafo 2º. incisos l, lll e lV do Código Penal).
O corpo de Cláudia foi encontrado no costão da Avenida Niemeyer, sendo, então, resgatado pelo Corpo de Bombeiros.

(Caso Cláudia no cinema).
O julgamento ocorreu em 1º de dezembro de 1980 e foi considerado o mais longo de todos os do Tribunal do Júri no Brasil até então, pois durou cinco dias ininterruptos. Presidiu o julgamento o dr. Paulo César Dias Panza, do 1º Tribunal do Júri. Na acusação, o promotor dr. José Carlos da Cruz Ribeiro, auxiliado pelo assistente da acusação, dr. Osvaldo Mendonça. Na defesa, dr. Laércio Pellegrino e dr. Jair Auler. Constatou-se graves falhas e omissões no laudo de exame cadavérico de Cláudia.
O Conselho de Sentença negou, por seis votos a um, que Georges Michel Kour fosse o autor do homicídio de Cláudia Lessin Rodrigues, reconhecendo tão-somente o cometimento do delito de ocultação de cadáver sob a forma tentada. Por esse último crime, o réu foi condenado à pena de um ano e quatro meses de reclusão como incurso nas penas do art. 211, combinado com o art. 12, inc. ll do Código Penal.
Autoria: CAT (forte abraço!) e o Editor.

domingo, setembro 03, 2006

Aqueça e Alongue!!


Uma recente revisão de literatura científica mostra resultados interessantes para esportes aeróbios como corrida e ciclismo.

O alongamento específico para estas modalidades parece não melhorar o desempenho dos atletas além de não prevenir lesões. Estudos analisaram a dor muscular tardia em um grupo que fez alongamento antes da atividade e um grupo que não fez o alongamento, os resultados mostraram que o alongamento antes da atividade não melhorou a dor muscular tardia.

Esses e outros estudos vêm alterando aquele velho paradigma de que basta alongar, especialmente no inicio da atividade. O alongamento, definitivamente não é a melhor forma de aquecimento. Substituir o aquecimento pelo alongamento é um dos erros mais comuns na prática do esporte.
O ideal: aquecimento para os músculos e articulações, seguido de alongamento para obter maior flexibilidade e elasticidade. melhor que apenas o alongamento ou alongamento seguido pelo aquecimento.
Colaboração: Fábio Passeto

sábado, setembro 02, 2006

Sem foto, somente a frase de Darcy Ribeiro sobre o destino dos índios




"O calvário inenarrável das dores do extermínio genocida e etnocida."

Cultura de nossos índios


Os Índios Wajapi

Os índios Wajapi localizam-se no que hoje é conhecido como o estado do Amapá, entre os rios Jarí, Oiapoque e Araguari, na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa. São um povo de língua e tradição cultural tupi-guarani. Suas terras somente foram demarcadas e homologadas em 1996. Constituem uma população de somente 550 pessoas, distribuídas entre 40 aldeias. Ainda que os Wajapi estejam instalados num território protegido, segundo a UNESCO, seu modo de vida está ameaçado pelo envelhecimento da população e integração progressiva dos mais jovens na sociedade brasileira.

Os índios Wajapi são o primeiro grupo indígena brasileiro a ter sua arte gráfica reconhecida como Patrimônio Imaterial da Humanidade, pela UNESCO, título conferido em 2003. O conjunto de padrões gráficos produzidos pelos Wajapi para utilização na pintura corporal, na cerâmica e em outros artefatos recebe o nome de
Kusiwa.