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Espaço para histórias, estórias, artes em geral, amizades, natureza...só alto astral! Sejam bem vindos. Embarquem comigo nessa Magical Mystery Tour. Deixem-se levar, para bem longe, para lugares maravilhosos. Talvez vocês já tenham participado de uma viagem como esta sem perceber o que estava acontecendo. Prontos para partir? Ótimo! Afinal, estamos entre amigos!

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Local: Rio de Janeiro, RJ, Brazil

segunda-feira, setembro 04, 2006

Avenida Niemeyer: aniversário e histórias.

(Nota-se a pequenina Igreja até hoje existente no local, logo após o Gávea Golf Club).

A Avenida Niemeyer, com seus 4.760 metros, está completando, este ano, seu 90º aniversário.

A obra foi iniciada em 1891, pela Cia. Viação Férrea Sapucaí, para ser uma Estrada de Ferro entre Botafogo e Angra dos Reis. Posteriormente, em 1913, Charles Armstrong, proprietário da Chácara do Vidigal, tentou terminar a obra, todavia, foi somente em 1916, que o Comendador Conrado Jacob Niemeyer, a concluiu.

Posteriormente em 1919, o Prefeito Paulo de Frontin, fez as muretas até hoje existentes e pavimentou os trechos críticos da Avenida Niemeyer.


(Av. Niemeyer em 1934, com duas Alfas Romeu subindo a Avenida)

A Av. Niemeyer sempre foi pródiga em eventos esportivos. Antes de ser palco das atuais corridas rústicas, no início do século passado, anos 30 e 40, já se destacavam as provas do Grande Prêmio Brasil de Automobilismo.
Pilotos como Chico Landi, Fangio, Stuck e Pintacuda, disputavam a prova em um circuito que saía da Av. Bartolomeu Mitre, no Leblon, subia a Rua Marquês de São Vicente e Estrada da Gávea (atual Rocinha), descia em São Conrado, perto do atuais Hotéis Intercontinetal e Nacional e subia a Av. Niemeyer, para terminar a volta na Bartolomeu Mitre.
Com mais de 100 curvas e diferentes tipos de piso (asfalto, cimento, paralelepípedo e areia), o traçado era um verdadeiro desafio à perícia e ao arrojo dos pilotos em seus 11,6 quilômetros e extensão. O local de largada, em que os carros cruzavam os escorregadios trilhos de bonde, aumentavam o nível de periculosidade. Na Estrada da Gávea, havia uma curva que ficou famosa no circuito e provocou inúmeros acidentes fatais. Era conhecida como O TRAMPOLIM DO DIABO, devido a ribanceira que havia ao lado da curva.



(1934, a bandeirada para um FORD V8 pilotado pelo petropolitano, Irineu Correa - vencedor da prova, na Avenida Visconde de Albuquerque no Leblon).
Em seus 21 anos de existência, o Circuito da Gávea abrigou dezesseis corridas, treze delas, vencidas por carros Maserati, Alfa Romeo e Fiat. Nomes, marcas e lendas que entraram definitivamente para a história do automobilismo brasileiro.
Lista de vencedores e velocidades-médias do GP Cidade do Rio de Janeiro:
1933 – Manuel de Teffé (BRA/Alfa Romeo) – 67,162 km/h de média
1934 – Irineu Corrêa (BRA/Ford V8) – 70,817 km/h
1935 – Ricardo Carú (ARG/Fiat) – 68,792 km/h
1936 – Vittorio Coppoli (ARG/Bugatti) – 70,776 km/h
1937 – Carlo Pintacuda (ITA/Alfa Romeo) – 82,827 km/h
1938 – Carlo Pintacuda (ITA/Alfa Romeo) – 78,372 km/h
1941 – Chico Landi (BRA/Alfa Romeo) – 80,889 km/h
1947 – Chico Landi (BRA/Alfa Romeo) – 78,696 km/h
1948 – Chico Landi (BRA/Alfa Romeo) – 85,710 km/h
1949 – Luigi Villoresi (ITA/Maserati) – 82,806 km/h
1952 – José Froilán Gonzalez (ARG/Ferrari) – 90,321 km/h
1952 – Henrique Casini (Ferrari) – 72,906 km/h
1954 – Emmanuel de Graffenried (SUI/Maserati) – 76,275 km/h
Lista de vencedores do Circuito da Gávea Nacional:
1938 – Arthur Nascimento Jr. (Alfa Romeo) – 81,608 km/h
1939 – Manuel de Teffé (Maserati) – 81,602 km/h
1940 – Rubem Abrunhosa (Studebaker) – 78,861 km/h

(Lá embaixo, o canal do Leblon e a Praça Atahualpa).

A crônica policial, também acompanha a Av. Niemeyer, como local de crimes famosos.
Nos anos 70, houve o assassinato de Claudia Lessin Rodrigues e da atriz Leila Cravo, que teria caído ou se jogado de um Motel naquela Avenida. Dizem, ainda, que no dia de sua morte, a atriz estava no Motel acompanhada de importante Ministro da área econômica.
O Caso Cláudia: Os acusados eram Georges Michel Kour e Michel Frank, que se achava foragido na Suíça. O crime aconteceu no Rio de Janeiro, em 24 de julho de 1.977, hora não precisada, no interior do apto. 302, à Rua Desembargador Alfredo Russel (antiga Rua Amiris), 70, bairro Leblon. A acusação era de que os dois teriam estrangulado, com as mãos, e desferido pancadas na cabeça de Cláudia Lessin Rodrigues, causando-lhe a morte.
Teriam ainda, ambos, usado de recurso que impossibilitara a defesa de Cláudia que não pode opor resistência aos seus agressores, superiores, física e numericamente. Era um caso de homicídio triplicadamente qualificado (artigo 121, parágrafo 2º. incisos l, lll e lV do Código Penal).
O corpo de Cláudia foi encontrado no costão da Avenida Niemeyer, sendo, então, resgatado pelo Corpo de Bombeiros.

(Caso Cláudia no cinema).
O julgamento ocorreu em 1º de dezembro de 1980 e foi considerado o mais longo de todos os do Tribunal do Júri no Brasil até então, pois durou cinco dias ininterruptos. Presidiu o julgamento o dr. Paulo César Dias Panza, do 1º Tribunal do Júri. Na acusação, o promotor dr. José Carlos da Cruz Ribeiro, auxiliado pelo assistente da acusação, dr. Osvaldo Mendonça. Na defesa, dr. Laércio Pellegrino e dr. Jair Auler. Constatou-se graves falhas e omissões no laudo de exame cadavérico de Cláudia.
O Conselho de Sentença negou, por seis votos a um, que Georges Michel Kour fosse o autor do homicídio de Cláudia Lessin Rodrigues, reconhecendo tão-somente o cometimento do delito de ocultação de cadáver sob a forma tentada. Por esse último crime, o réu foi condenado à pena de um ano e quatro meses de reclusão como incurso nas penas do art. 211, combinado com o art. 12, inc. ll do Código Penal.
Autoria: CAT (forte abraço!) e o Editor.

4 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Estava rolando uma orgia de sexo e drogas pesadas quando algo deu errado...

07 setembro, 2006 11:21  
Anonymous Anônimo said...

Cocaína em excesso para os três: Cláudia, Michel, o fujão e Georges

07 setembro, 2006 23:12  
Anonymous acla9000 said...

A atriz Leila Cravo não foi morta, ela vive como empresária no Paraná.

17 fevereiro, 2014 15:08  
Anonymous Anônimo said...

É bom corrigir a informação acerca da Leila Cravo. Ela foi encontrada desacordada nas pedras perto de um motel ( Vips Motel) muito fsmoso na época. O caso foi abafado por suspeita de envolvimento com alguém do alto escalão do governo.

12 março, 2015 12:53  

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