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Espaço para histórias, estórias, artes em geral, amizades, natureza...só alto astral! Sejam bem vindos. Embarquem comigo nessa Magical Mystery Tour. Deixem-se levar, para bem longe, para lugares maravilhosos. Talvez vocês já tenham participado de uma viagem como esta sem perceber o que estava acontecendo. Prontos para partir? Ótimo! Afinal, estamos entre amigos!

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Local: Rio de Janeiro, RJ, Brazil

quarta-feira, setembro 13, 2006

Césio 137: Goiânia, 13 de setembro de 1987.


Ao lado da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia, estava instalado o Instituto Goiano de Radiologia. Em 1985, a instituição de saúde deixou o local e o terreno passou para o Instituto de Previdência do Estado, que simplesmente o abandonou. Diversos quipamentos foram lá esquecidos. Dentre eles havia um aparelho para radioterapia contendo 100 gramas de Césio 137.
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O aparelho foi retirado em partes entre 10 e 13 de setembro por Kardec Sebastião dos Santos, Wagner Mota Pereira e Roberto Santos Alves, na intenção de vender o material furtado como sucata. As partes do aparelho foram levadas ao ferro-velho de Devair Alves Ferreira, onde receberam golpes de marreta. Nesse meio tempo, Wagner e Roberto já começavam a apresentar sintomas de contaminação radioativa: tonteiras, náuseas e vômitos. A cápsula estava aberta. À noite, Devair percebe um intenso brilho azul vindo dos despojos da cápsula. Achando ser material de alto valor, decide guardá-lo dentro de casa.
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Devair remove um pouco do da cápsula e distribui a parentes. Seu irmão Ivo Alves Ferreira, leva o conteúdo para casa, dentro do bolso da calça. Na hora do almoço, coloca fragmentos sobre a mesa. Sua filha, Leide das Neves Ferraira, 6 anos, ingere partículas do Césio no pão. "Todos os dias eu pegava aquela pedra. Minha mulher tinha pavor e vivia tapando a pedra. Ela detestava e eu amava a pedra. Eu convivi oito dias com aquela pedra. Tomava cerveja e colocava o copo em cima dela". Disse Devair.
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Devair, no dia 25, vende o chumbo retirado da fonte radioativa.
Sua esposa, no dia 28, leva amostra do pó até a Vigilância Sanitária de Goiânia. Um físico, alertado, é chamado. Munido com um monitor usado em medições geológicas dirige-se ao prédio da Vigilância. No caminho, ainda distante do local, liga o aparelho que, em segundos, acusa elevadíssimo grau de contaminação radioativa.
No dia 29 de setembro, técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear chegaram na cidade, dando o alerta.
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O Estádio Olímpico foi utilizado como base de operações.
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Milhares de pessoas foram expostas à radiação. Cerca de 800 pessoas foram contaminadas. Destes, 249 com certa gravidade, sendo que 22 tinham sido altamente expostas e, portanto, isoladas. Destas, 14 já estavam com o quadro clínico muito agravado, sendo removidas para o Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro.
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Devair e sua esposa
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As quatro vítimas fatais do acidente:
Leide das Neves Ferreira, 6 anos,
Maria Gabriela Ferreira, 29 anos,
Israel Batista dos Santos, 22 anos,
Admilson Alves Souza, 17 anos.
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A pequena Leide
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Apenas 19 gramas de Césio saíram da bomba de radioterapia e se espalharam. Tadavia, 6 mil toneladas de lixo radioativo foram retiradas do local e se encontram armazenadas.

6 Comments:

Anonymous Anônimo said...

"Todavia, 6 mil toneladas de lixo radioativo foram retiradas do local e se encontram armazenadas."

6 mil toneladas é mto lixo radioativo!! tem certeza?
Que local? do Intituto? GO?
Armazenadas aonde?

Acho q o editor está equivocado.

13 setembro, 2006 11:52  
Anonymous Anônimo said...

Um pouco de césio na torcida do flamengo não seria nada mal..

13 setembro, 2006 14:24  
Anonymous Anônimo said...

Mainardinho ERRRROU como dizia Mario Vianna (para os mais novos antigo comentarista de arbitragem da Radio Globo).
Impossível 6 mil toneladas de lixo radiotativo.
Só iamginar que um caminhão transporta 14 toneladas.

14 setembro, 2006 01:08  
Anonymous Anônimo said...

6000 \ 14 = 428 caminhoes.

é mto lixo radiotivo!
Coloque isso em barris para transporte e o peso dos barris. Tudo isso abandonado num terreno.

Acho difícil

14 setembro, 2006 10:42  
Anonymous Anônimo said...

Amigos, no momento do acidente, recolheu-se tudo possível para minimizar eventuais proporções ainda maiores. Lembrem-se que a experiência brasileira no assunto era nenhuma, tudo era terrivelmente uma novidade. Naquele momento, o montante foi o exagero informado. Com o tempo, e seguindo medições, verificou-se que nem tudo efetivamente era redioativo. Em junho de 1997, a CNEN inaugurou o Centro Regional de Ciências Nucleares do Centro-Oeste, em Abadia de Goiás (GO). Lá, estão situados dois depósitos definitivos, que abrigam os rejeitos oriundos do acidente radiológico. Lá estão ainda resíduos radioativos, muito menos que o recolhido no calor dos acontecimentos. Estima-se em 3,5 mil toneladas de lixo em Abadia de Goiás. Todavia, o site do Greenpeace continua a fornecer o número inicialmente recolhido:

http://www.greenpeace.org.br/nuclear/?conteudo_id=624&sub_campanha=0&img=15

Os números são mesmo espantosos. Veja, por exemplo, que só o caixão da menina Leide pesava 700 Kg.
Abração! Francisco.

14 setembro, 2006 16:20  
Anonymous Anônimo said...

quando olho para esta reportagem vejo que o campo da comunicaçao social ganhou um grande pesquisador, abraços

30 setembro, 2006 03:45  

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