Césio 137: Goiânia, 13 de setembro de 1987.

Ao lado da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia, estava instalado o Instituto Goiano de Radiologia. Em 1985, a instituição de saúde deixou o local e o terreno passou para o Instituto de Previdência do Estado, que simplesmente o abandonou. Diversos quipamentos foram lá esquecidos. Dentre eles havia um aparelho para radioterapia contendo 100 gramas de Césio 137.
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O aparelho foi retirado em partes entre 10 e 13 de setembro por Kardec Sebastião dos Santos, Wagner Mota Pereira e Roberto Santos Alves, na intenção de vender o material furtado como sucata. As partes do aparelho foram levadas ao ferro-velho de Devair Alves Ferreira, onde receberam golpes de marreta. Nesse meio tempo, Wagner e Roberto já começavam a apresentar sintomas de contaminação radioativa: tonteiras, náuseas e vômitos. A cápsula estava aberta. À noite, Devair percebe um intenso brilho azul vindo dos despojos da cápsula. Achando ser material de alto valor, decide guardá-lo dentro de casa.
O aparelho foi retirado em partes entre 10 e 13 de setembro por Kardec Sebastião dos Santos, Wagner Mota Pereira e Roberto Santos Alves, na intenção de vender o material furtado como sucata. As partes do aparelho foram levadas ao ferro-velho de Devair Alves Ferreira, onde receberam golpes de marreta. Nesse meio tempo, Wagner e Roberto já começavam a apresentar sintomas de contaminação radioativa: tonteiras, náuseas e vômitos. A cápsula estava aberta. À noite, Devair percebe um intenso brilho azul vindo dos despojos da cápsula. Achando ser material de alto valor, decide guardá-lo dentro de casa.
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Devair remove um pouco do pó da cápsula e distribui a parentes. Seu irmão Ivo Alves Ferreira, leva o conteúdo para casa, dentro do bolso da calça. Na hora do almoço, coloca fragmentos sobre a mesa. Sua filha, Leide das Neves Ferraira, 6 anos, ingere partículas do Césio no pão. "Todos os dias eu pegava aquela pedra. Minha mulher tinha pavor e vivia tapando a pedra. Ela detestava e eu amava a pedra. Eu convivi oito dias com aquela pedra. Tomava cerveja e colocava o copo em cima dela". Disse Devair.
Devair remove um pouco do pó da cápsula e distribui a parentes. Seu irmão Ivo Alves Ferreira, leva o conteúdo para casa, dentro do bolso da calça. Na hora do almoço, coloca fragmentos sobre a mesa. Sua filha, Leide das Neves Ferraira, 6 anos, ingere partículas do Césio no pão. "Todos os dias eu pegava aquela pedra. Minha mulher tinha pavor e vivia tapando a pedra. Ela detestava e eu amava a pedra. Eu convivi oito dias com aquela pedra. Tomava cerveja e colocava o copo em cima dela". Disse Devair.
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Devair, no dia 25, vende o chumbo retirado da fonte radioativa.
Sua esposa, no dia 28, leva amostra do pó até a Vigilância Sanitária de Goiânia. Um físico, alertado, é chamado. Munido com um monitor usado em medições geológicas dirige-se ao prédio da Vigilância. No caminho, ainda distante do local, liga o aparelho que, em segundos, acusa elevadíssimo grau de contaminação radioativa.No dia 29 de setembro, técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear chegaram na cidade, dando o alerta.
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O Estádio Olímpico foi utilizado como base de operações.
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Milhares de pessoas foram expostas à radiação. Cerca de 800 pessoas foram contaminadas. Destes, 249 com certa gravidade, sendo que 22 tinham sido altamente expostas e, portanto, isoladas. Destas, 14 já estavam com o quadro clínico muito agravado, sendo removidas para o Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro.
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Devair e sua esposa
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As quatro vítimas fatais do acidente:
Leide das Neves Ferreira, 6 anos,
Maria Gabriela Ferreira, 29 anos,
Israel Batista dos Santos, 22 anos,
Admilson Alves Souza, 17 anos.
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A pequena Leide
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Apenas 19 gramas de Césio saíram da bomba de radioterapia e se espalharam. Tadavia, 6 mil toneladas de lixo radioativo foram retiradas do local e se encontram armazenadas.
Apenas 19 gramas de Césio saíram da bomba de radioterapia e se espalharam. Tadavia, 6 mil toneladas de lixo radioativo foram retiradas do local e se encontram armazenadas.





6 Comments:
"Todavia, 6 mil toneladas de lixo radioativo foram retiradas do local e se encontram armazenadas."
6 mil toneladas é mto lixo radioativo!! tem certeza?
Que local? do Intituto? GO?
Armazenadas aonde?
Acho q o editor está equivocado.
Um pouco de césio na torcida do flamengo não seria nada mal..
Mainardinho ERRRROU como dizia Mario Vianna (para os mais novos antigo comentarista de arbitragem da Radio Globo).
Impossível 6 mil toneladas de lixo radiotativo.
Só iamginar que um caminhão transporta 14 toneladas.
6000 \ 14 = 428 caminhoes.
é mto lixo radiotivo!
Coloque isso em barris para transporte e o peso dos barris. Tudo isso abandonado num terreno.
Acho difícil
Amigos, no momento do acidente, recolheu-se tudo possível para minimizar eventuais proporções ainda maiores. Lembrem-se que a experiência brasileira no assunto era nenhuma, tudo era terrivelmente uma novidade. Naquele momento, o montante foi o exagero informado. Com o tempo, e seguindo medições, verificou-se que nem tudo efetivamente era redioativo. Em junho de 1997, a CNEN inaugurou o Centro Regional de Ciências Nucleares do Centro-Oeste, em Abadia de Goiás (GO). Lá, estão situados dois depósitos definitivos, que abrigam os rejeitos oriundos do acidente radiológico. Lá estão ainda resíduos radioativos, muito menos que o recolhido no calor dos acontecimentos. Estima-se em 3,5 mil toneladas de lixo em Abadia de Goiás. Todavia, o site do Greenpeace continua a fornecer o número inicialmente recolhido:
http://www.greenpeace.org.br/nuclear/?conteudo_id=624&sub_campanha=0&img=15
Os números são mesmo espantosos. Veja, por exemplo, que só o caixão da menina Leide pesava 700 Kg.
Abração! Francisco.
quando olho para esta reportagem vejo que o campo da comunicaçao social ganhou um grande pesquisador, abraços
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