Olavo Bilac

Nel Mezzo del Camin...
Cheguei. Chegaste.
Vinhas fatigada
E triste, e triste e fatigado eu vinha.
Tinhas a alma de sonhos povoada,
E a alma de sonhos povoada eu tinha...
E paramos de súbito na estrada
Da vida: longos anos, presa à minha
A tua mão, a vista deslumbrada
Tive da luz que teu olhar continha.
Hoje, segues de novo...
Na partida
Nem o pranto os teus olhos umedece,
Nem te comove a dor da despedida.
E eu, solitário, volto a face, e tremo,
Vendo o teu vulto que desaparece
Na extrema curva do caminho extremo.
(Poesias, Sarças de fogo, 1888.)

5 Comments:
Esse não é o cara do Mercado das Flores?
Não fiques triste, Francisco, esse mundo é todo teu. Let her go! Foram dez anos, mas it is history!
O Rappa tem razão: "quando Deus te desenhou, ele estava namorando na beira do mar"...
elas são todas iguais...
Pelo menos eu digo meu nome, né, anônimo, "fofo"
Falar em Bilac sem O CAÇADOR DE ESMERALDAS, da 2. edição de 1902, com a epopéia de Fernão Dias no século XVII, caçando esmeraldas e indios como escravos.
"....violador dos sertões, plantador de cidades.
Dentro do coração da pátria viverás...."
Hoje os bravos Bandeirantes não poderiam fazer nada, como derrubar uma arvore, matar e/ou escravizar indios, garimpar esmeraldas. Tudo por conta de ecologia e outras bobagens.
Nos locais em que os Bandeirantes "atuaram", pondo fim a "barbarie", o pais se desenvolveu.
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