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Espaço para histórias, estórias, artes em geral, amizades, natureza...só alto astral! Sejam bem vindos. Embarquem comigo nessa Magical Mystery Tour. Deixem-se levar, para bem longe, para lugares maravilhosos. Talvez vocês já tenham participado de uma viagem como esta sem perceber o que estava acontecendo. Prontos para partir? Ótimo! Afinal, estamos entre amigos!

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Local: Rio de Janeiro, RJ, Brazil

domingo, janeiro 28, 2007


A Farsa de 1987: A história não contada.

Em 1987, a CBF não tinha um tostão furado nos bolsos, graças ao descrédito em que havia mergulhado. O público estava exausto da baderna que sempre imperou na entidade, estava cansado dos campeonatos com duzentos, trezentos times. (O Campeonato Brasileiro de 1986 tinha 44 clubes disputando o título!) Ninguém mais se dispunha a investir em um campeonato realizado sob esses moldes amadores. Havia o risco, bastante real, de não ser realizado o campeonato nacional daquele ano por inexistência de recursos. Diante de tal ameaça, os treze maiores clubes do Brasil, liderados pelo Sr. Carlos Miguel Aidar, Presidente do São Paulo, correram atrás de patrocínio e organizaram o seu próprio campeonato. Chegaram ao consenso de que o número ideal de participantes seria de dezesseis equipes, de modo que convidaram mais três para se juntar a eles. A CBF, cujas más administrações era a única responsável pela situação, não se opôs a que o campeonato dos dezesseis substituísse a antiga fórmula do Campeonato Brasileiro.
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Começava ali a maior revolução da história de nosso futebol. Começava ali um campeonato muito mais racional, em que todos jogavam contra todos, e não eram divididos em infinitos grupos, como vinha se fazendo até então. Tudo muito limpo, tudo muito organizado... até a CBF resolver deturpar a idéia. Ocorre que a entidade regente de nosso futebol era capitaneada pela dupla Otávio Pinto Guimarães e Nabi Abi Chedid, de longe os mais impopulares dirigentes da CBF em todos os tempos. Ambos se mantinham no poder graças à estratégia de se apoiar nos clubes pequenos. Eram os clubes de pouca expressão que os sustentavam no comando, e a esses mesmos clubes parecia acintosa a idéia de se realizar um campeonato só com as grandes forças. Otávio e Nabi, tremiam de medo ante a possibilidade de os clubes constatarem que não precisavam da CBF para nada. Bastaria uma exploração racional de sua popularidade para que eles próprios pudessem gerir o campeonato nacional, organizando uma liga, como ocorre na Inglaterra, na Itália e na Alemanha.
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Esses clubes (de maior torcida), se rebelaram contra a CBF, criando o "Clube dos Treze" e impondo a criação de um campeonato enxuto com essa "elite". E no ano de 1987 se realizaram dois campeonatos paralelos, o "Módulo Verde", do "Clube dos Treze", com 16 clubes, e o "Módulo Amarelo", com 15 clubes, caracterizando assim uma primeira divisão e uma segunda divisão. Mas essa mudança contrariava os estatutos da FIFA, que determina que só a entidade nacional (CBF) aponta clubes participantes das competições internacionais. Pelo regulamento, se estabeleceu que o campeão do "Módulo Verde" seria o detentor do título de "Campeão Brasileiro" daquele ano de 1987. Para apontar os participantes brasileiros na competição sul-americana do ano seguinte e para acomodar os interesses dos pequenos clubes, a CBF meteu-se no regulamento de um campeonato do Clube dos 13, determinando que se faria uma nova competição quadrangular com os campeões e vice-campeões dos módulos. Ocorre que o Flamengo, campeão, e o Internacional (RS), vice-campeão do "Módulo Verde", se negaram a fazer o quadrangular que apontaria os participantes brasileiros na competição internacional. E a CBF, em represália, também descumpriu o regulamento, declarando o vencedor do "Módulo Amarelo" o "Campeão brasileiro de 1987" e dando as vagas internacionais para o Sport e o Guarani (de Campinas, São Paulo), respectivamente campeão e vice-campeão do "Módulo Amarelo".
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A idéia torpe de fazer com que o título fosse decidido entre os campeões do torneio dos times grandes e o dos pequenos. Uma idéia que repugna à lógica, no melhor estilo das criações geniais de nossa cartolagem. A primeira questão que devemos enfrentar é: a CBF tinha a legitimidade de se imiscuir na regulamentação de um campeonato em cuja organização ela não ajudou em nada? A CBF, responsável pelo estado quase falimentar de nosso futebol, poderia se meter a criar regras para um campeonato concebido justamente para que a bagunça e a politicagem da CBF fossem enterradas de uma vez por todas? É claro, é evidente que não! Pois bem: a CBF fez das suas e inventou a tal regra que previa a disputa do título nacional pelos campeões dos dois torneios, ou melhor, dos dois módulos. Os times grandes jogariam o Módulo Verde; os pequenos disputariam o Módulo Amarelo. Timidamente, inconscientes de sua própria força, os grandes clubes, por meio de coação, acabaram aceitando a idéia, mas, posteriormente, quando perceberam o sucesso de sua concepção de um campeonato racional, resolveram peitar a CBF e não se submeter aos seus ditames irrazoáveis. Para os grandes clubes e para a maioria esmagadora da torcida brasileira, campeão brasileiro seria o campeão do Módulo Verde e fim de papo. Como todos sabemos, o Flamengo, com um time inesquecível, o último timaço da história de nosso futebol, após algumas partidas memoráveis, após espetáculos de Zico, Bebeto, Leandro e, sobretudo, Renato Gaúcho, após um show rubro-negro, o clube da Gávea se sagrou campeão do Módulo Verde. Foi o melhor do torneio entre os melhores. Em qualquer país sério deste mundo de Deus, isso bastaria para que fosse considerado o campeão nacional. Mas não no Brasil. Ou, pelo menos, não naquele Brasil de Sarney e de Otávio e Nabi. Para estes dois, era indispensável que o Flamengo disputasse o título com o vencedor do Módulo Amarelo. E enquanto o Flamengo conquistava com brilho o Módulo Verde, o que acontecia no tal Módulo Amarelo?.
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Na primeira partida da decisão da segundona, perdão, do Módulo Amarelo, o Guarani venceu o Sport em Campinas por 2 x 0. Na partida de volta, longe, muito longe dos olhos e do coração do torcedor brasileiro, o Sport venceu por 3 x 0, o que não bastava para levantar a taça. O regulamento previa desempate por pênaltis, e lá foram os dois times, sem que a torcida brasileira tomasse conhecimento disso, lá foram os dois times decidir por pênaltis. Cada um bateu onze, e o placar continuava empatado. Diante da suprema falta de importância do resultado, afinal de contas, ambos os times já tinham garantido o acesso à primeira divisão do ano seguinte, Sport e Guarani resolveram dividir o título, como se tratasse de um torneio de várzea. Não houve campeão do Módulo Amarelo de 1987. Chegamos a um ponto crucial. Segundo a CBF, o título nacional haveria de ser disputado pelos campeões dos módulos Verde e Amarelo. Campeão do Módulo Verde quem era? O Flamengo. E o campeão do Amarelo? Não houve. Como, não houve? Não houve. O Sport e o Guarani dividiram o título. Qual seria a solução para o impasse? Fazer o Flamengo disputar uma partida contra um combinado de Sport e Guarani? Claro que não. É óbvio, é claro que o título deveria ser conferido, de uma vez por todas, ao Flamengo. E com muita justiça, afinal, o Flamengo fora o melhor entre os melhores. Acontece que as coisas não funcionam assim para a CBF. Consciente de sua força, o Flamengo, representando todos os clubes de grande torcida do Brasil, se recusou a decidir o que quer que fosse contra Sport ou Guarani. Não havia campeão do Módulo Amarelo, o Flamengo não tinha mesmo porque botar em jogo o seu título. E mais: disputar essa patética final seria se curvar à CBF de Otávio e Nabi. Seria um retrocesso para o futebol nacional. E o Flamengo, como um cruzado da mais nobre das causas, enfrentou a CBF. No final das contas, no ano seguinte, a CBF tratou de dar um jeitinho de Sport e Guarani terminarem aquela disputa de pênaltis interrompida pela indiferença de ambos.
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No ano seguinte, o Sport venceu o Guarani nos pênaltis. No ano seguinte, quando o Flamengo nem se lembrava da celeuma, quando o Flamengo não tinha mais o mesmo time, quando o Flamengo não vivia mais a mesma boa fase. É óbvio que o Flamengo se recusou, de novo, a jogar com quem quer que fosse. Foi a deixa para que a CBF entregasse o título de mãos beijadas ao vencedor da segundona. Aliás, a um vencedor que conquistou o título da segundona de um modo não muito transparente, quod erat demonstrandum. Eis aí a base histórica para qualquer argumentação. Considero simplesmente absurdo, ou simplesmente idiota, que alguém negue o título do Flamengo em 1987 sem conhecer tais fatos, baseando-se apenas no pronunciamento da CBF sobre o assunto.
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Baseando-se apenas no fato de que, em algum lugar nos empoeirados arquivos da CBF, há um livrinho em que consta que o Sport foi campeão daquele ano, após essa vergonhosa história que ele, o que nega o título do Flamengo, desconhece. Creio que isso é o bastante para que qualquer indivíduo com um mínimo de juízo dê razão à torcida do Flamengo quando grita, convicta de seus méritos, "Penta Campeão". Pois o Flamengo conquistou aquele título na base da raça, do suor, do amor à camisa. E só não o botou à prova contra quem quer que fosse por uma questão política: Naquele momento, o Flamengo representava os anseios dele, do Corinthians, do São Paulo, do Vasco, do Inter, do Atlético Mineiro... de 95% da torcida brasileira, contra a camarilha que dominava a CBF e mantinha nosso futebol num atraso medieval diante dos avanços europeus. Pois, creiam em mim, se o Flamengo tivesse ignorado a questão política, e tivesse jogado contra o Sport, teria massacrado o timinho pernambucano.
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Do elenco carioca, dez jogadores passaram pela Seleção Brasileira. Dez! Do quadro pernambucano, nem um único e escasso jogador teve esse privilégio. Mas, pesando as suas prioridades, o Flamengo entendeu por bem se contentar com o reconhecimento do povo, e ignorar solenemente a opinião de Otávio e Nabi sobre o assunto. E, convenhamos, o Flamengo estava coberto de razão. Pois ser campeão não significa, nunca significou, ter o seu nome inscrito num empoeirado livrinho, roído por traças e coberto por teias de aranha, nos arquivos da CBF. Ser campeão é ter alma de campeão, é sentir-se como tal. É saber que venceu a tudo e a todos quando foi necessário. É ser o melhor entre os melhores. Em suma, é campeão quem comemorou o título. E a torcida do Flamengo comemorou como ninguém. O país parou para ver a final entre Flamengo e Internacional, para ver 95 mil pessoas comparecerem ao Maracanã a despeito do dilúvio que inundara o Rio de Janeiro naquele 13 de dezembro de 1987. O país parou e a torcida do Flamengo deixou o Maracanã com a íntima convicção de que era a campeã brasileira. Por outro lado, eu me pergunto quem viu o jogo entre Sport e Guarani. Alguém viu? Alguém largou o que estava fazendo para ver pela televisão os dois times dividirem o título da segundona? Alguém se importou em fazê-lo? O país parou para ver o Sport campeão do Módulo Amarelo? Não. E eu considero inconcebível que, no país do futebol, um time conquiste um Campeonato Brasileiro sem que toda a nação tenha parado para ver a decisão, como vem fazendo ano após ano. E, se a CBF teima em considerar campeão um time que conquistou seu dúbio título longe dos olhos de todos, azar da CBF. Sinal de que ela não entende nada de futebol. E a torcida do Flamengo, pode continuar enchendo a boca para gritar "Penta Campeão"!
Colaboração: Eternamente Rubro-Negro

25 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Essa menina de olhos azuis é a mais bela em muito, muito tempo!

28 janeiro, 2007 23:46  
Anonymous Anônimo said...

Começou mal com o framengo mas encerrpu com essa gatinha...0 pelo fravela, 10 pela gata...média 5. Passou

29 janeiro, 2007 15:24  
Anonymous Anônimo said...

Era o que faltava, colocar o Flamengo no Blog.
E o Sport de Pernambuco o verdadeiro campeão brasileiro ?

29 janeiro, 2007 17:06  
Anonymous Anônimo said...

É... depois de quase três semanas sem atualizar, o faz colocando nosso mengão, o mais querido do Brasil, e duas gatinhas estonteantes, principalmente a gordinha da última foto, de olhos azuis. NOSSA! que gatinha!!

29 janeiro, 2007 22:13  
Anonymous Anônimo said...

Uma vez me falaram que no blog não entraria futebol nem mulher... mas que coisa gay! tava mesmo na hora! que gata a rubro-negra! imagine esse mulherão comemorando o bi da Libertadores! Só beijo na boca!!

29 janeiro, 2007 22:45  
Anonymous Anônimo said...

olha o tamanho do bracao e do pezao da gordinha da ultima foto.
Deve ter uma pancinha tb hein...

30 janeiro, 2007 14:26  
Blogger Ludwig von Mises said...

O autor andou coletantando imagens naquele site "Gatas do Fotolog".

O autor também esquece que conforme filosofia botequiniana "futebol é futebol", o que torna o suposto resultado de Flamengo x Sport totalmente imprevisivel. Concordo com o restante, Flamengo tetra campeão brasileiro! Confirmado pela Fifa e pela CBF.

P.S.: Terminou o ano com John Lennon, e agora Flamengo no segundo post do ano. Simplesmente lamentável...

30 janeiro, 2007 19:58  
Anonymous Anônimo said...

Esse Ludwig é um desVIADO. Como ainda comentas esses absurdos do futebol!
E o Anônimo? Chamar a gatinha de olhos azuis de "gorda"? Está louco. E mais, dizer que ela tem pezão?! Pelo amor de Deus, que míope! O que é isso, cara! Ela tem a mãozinha delicada, como dá para percebr e o pézinho de princesa, toda delicada! Sai fora malandro! não gosta de muié não? Chico, bota aí uma foto do Cláudio Adão que o anônimo prefere!

30 janeiro, 2007 22:06  
Anonymous Anônimo said...

Dá-lhe, MENGÂO!

30 janeiro, 2007 23:12  
Anonymous Anônimo said...

flamengo e gordinhas...
q gosto duvidoso desses seus amigos hein...

31 janeiro, 2007 10:32  
Anonymous Anônimo said...

Gorda e com cara de queijo Palmyra.

31 janeiro, 2007 15:36  
Anonymous Anônimo said...

Vão me desculpar. mas essa mulher é uma gorda. Deve ter uma barriga daquelas.

01 fevereiro, 2007 19:46  
Anonymous Anônimo said...

Voce está GORDO Ronaldinho!!!
Um saco de banha!!!!!
Acorda Ronaldinho!!!!!!!!

01 fevereiro, 2007 19:47  
Anonymous Anônimo said...

Nenhum clube do Rio, nos próximos 20 ou 30 anos, chegará perto das glórias outrora alcançadas pelo Mengão, podem estar certos.

01 fevereiro, 2007 20:20  
Anonymous Anônimo said...

O Keegan está muito gay na foto. Já a "gordinha" está uma gatinha! Encheria-a de beijos na boca! abraços, cinturada e mata-leão!

02 fevereiro, 2007 23:13  
Anonymous Anônimo said...

Por favor, mais mulher no blog!

03 fevereiro, 2007 17:14  
Anonymous Anônimo said...

Bom, acabou que os comentários são todos relativos à gatinha, gorduchinha, mas uma gatinha. Me amarrei! valeu a foto!

04 fevereiro, 2007 04:13  
Anonymous Anônimo said...

q timasso este time do framengo

04 fevereiro, 2007 23:23  
Anonymous Anônimo said...

Que inveja!

05 fevereiro, 2007 22:20  
Anonymous Anônimo said...

Chico, deixa essa gorda prá lá. Segunda começam as aulas na FACHA! aí sim vc verá a mulherada sarada!

06 fevereiro, 2007 22:25  
Anonymous Anônimo said...

Mto me admirava esse blog pelo de fato de o autor nao citar futebol em seu conteúdo editorial.Pois isto criaria discórdias.

Mas já q o fez...

Vai tomar no cú Flamengo!!!!!

07 fevereiro, 2007 12:02  
Anonymous Anônimo said...

O Flamengo é uma farsa...

08 fevereiro, 2007 19:51  
Anonymous Anônimo said...

parabens
otimo texto, bastante informativo, apesar de ter uma posiçao parcial.
eauihuiaeihiuae

abraços

30 março, 2007 16:21  
Anonymous Anônimo said...

rapaz, va tomar no cu! quem vc pensa que e pra chamar o sport de "timeco pernambucano". voce e um preconceituoso e tem no seu curriculum um pobre conhecimento cultural sobre futebol. antes de fazer análises parciais e comentar besteiras, procure medir suas palavras e estudar mais. Respeito quanto às torcidas é bom e todo mundo gosta. garanto a vc que muitos(sim!) viram o jogo do guarani e sport de 1987!

25 abril, 2007 20:03  
Anonymous Anônimo said...

Tiago, esfria a cabeça rapaz. Tenha bom senso, veja quem seu time enfrentou para ser campeão. Depois compare com os adversários do Fla. Será que vale a pena, enganar a si próprio? O Sport ganhou do Bangu, America, Joinville, Treze, CRB, entre outros. Se quiser continuar se enganando, que permaneça assim. Enquanto isso, o Sport continua sua sina de sobe e desce e nem chega perto de ser realmente campeão.

19 junho, 2007 13:25  

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