All that you can´t leave behind...

Espaço para histórias, estórias, artes em geral, amizades, natureza...só alto astral! Sejam bem vindos. Embarquem comigo nessa Magical Mystery Tour. Deixem-se levar, para bem longe, para lugares maravilhosos. Talvez vocês já tenham participado de uma viagem como esta sem perceber o que estava acontecendo. Prontos para partir? Ótimo! Afinal, estamos entre amigos!

Nome:
Local: Rio de Janeiro, RJ, Brazil

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Raízes do Francisco!

Por incrível que possa parecer o Brasil na virada do século XIX para XX ainda era um estereótipo da segregação e da arrogância do europeu. A ciência, se é que se pode nomear aquilo de ciência, situava em patamares inferiores da humanidade os “diferentes”: negros, mulatos, cafuzos e índios. E aqui em nosso País, seguia-se esta triste ciência, daí considerar o Brasil um país de brancos europeus. Portanto nossos limites estavam traçados cientificamente, nada além poderíamos pleitear, almejar ou ansiar. Tínhamos um problema na sociedade: o elemento negro e suas variantes. O ideário era de que o Brasil se fizera “apesar” dos negros. As raças misturadas, nossa miscigenação, condicionava-nos negativamente, justificavam nosso não desenvolvimento. Nesse aspecto, ninguém menos que Oliveira Vianna e sua pregação de “branqueamento” da raça como solução para alcançar níveis mais altos de civilização. Mas que absurdo! Todavia, o que deve ficar claro é que os povos não se diferenciam pela raça, mas pela cultura e tradição. Defeitos apontados aos negros e aos índios foram fruto do regime de escravidão imposto pelo dominador.
.
Os problemas do Brasil não encontram justificativa inteligente nos povos tidos como “inferiores”, até pelo fato de muitos negros submetidos ao ridículo sistema escravocrata serem mais desenvolvidos que alguns de seus purulentos, fétidos, desdentados e analfabetos senhores europeus. Os problemas brasileiros são decorrentes do sistema econômico, produtivo e político desastrado aqui implantado e desenvolvido ao longo de 500 anos, salvo raros e passageiros momentos que foram marcados por golpes, traições, violências e truculências.
.
Quanto ao nosso corpo social, somente com Gilberto Freyre e, veja só, na primeira metade do século XX é que se declarou em alto e bom som que o negro estava entre nós e que o Brasil não era um país branco, um país europeu nos trópicos. Sem o negro não havia e não haveria Brasil, afirmou o mestre de Apipucos. A mestiçagem nos é inerente e genérica, quando não na pele, na cultura. O negro, sua cultura e costumes, mudou o branco colonizador, sua maneira de pensar, trabalhar, sentir. O negro não era selvagem como diziam e dizem. Sabia ler o Alcorão. Nas senzalas da Bahia havia talvez maior número de gente alfabetizada do que nas Casas-Grandes. A herança maometana pode ser vista até hoje no branco das baianas do Candomblé e da Macumba. Veja também, que os negros sabiam trabalhar com irrigação e com metais. De inferiores não tinham absolutamente nada.
.
E o português parasitário? Com sua moral sexual pervertida espalhando sífilis nas senzalas. Ele, além de tudo, tinha, ainda, grande desprezo por esta terra. Sonhara em descobrir aqui outra Índia, Peru ou um México. E o que encontrou além de uma mata hostil, fechada e solo infértil? Não havia nada a ser pilhado, construções a serem invadidas, roubadas, saqueadas, nada. Somente gente nua. Animais domésticos? Ora, os índios acreditavam que todos os animais tivessem alma, portanto, não os utilizavam para trabalhos, não eram explorados. Faziam companhia e, alguns, serviam para comer. Os índios, ainda por cima, foram tratados como retardados pelos pedófilos jesuítas, nas palavras sábias do Gilberto Freyre “donzelões arrogantes”. Estes exercitavam suas depravações com seus índios-escravos particulares vestindo-os com “camisolões de criança dormir”.
.
Todo este amalgamado de culturas e situações nos deixou raízes e frutos. “Casa Grande” nos mostrou isso. E mais, trouxe a discussão séria e fundada de que o país não é uma democracia racial, como propunha Gilberto Freyre. Nesse ponto, ouso dizer que o mestre errou.


Nas próximas postagens: Caio Prado, Sérgio Buarque, Celso Furtado, Florestan Fernandes, Emir Sader, Raymundo Faoro e muitos outros!

13 Comments:

Anonymous Anônimo said...

É só voltar às aulas que ele fica assim!

09 fevereiro, 2007 23:19  
Anonymous Anônimo said...

Tudo muito bom e correto, mas cumpre lembrar que povos ágrafos não contam a História...Azar de quem não se lançou aos mares para FAZER

10 fevereiro, 2007 03:02  
Anonymous Anônimo said...

Ora, ora, prefiro as fotos com mulheres, gordas ou não...

12 fevereiro, 2007 23:26  
Anonymous Anônimo said...

Índio é coisa do passado, subdesenvolvidos, quando os portugueses chegaram aqui eles ainda estavam na Idade da Pedra Lascada.

14 fevereiro, 2007 11:41  
Anonymous Anônimo said...

Por falar em Bolivar...

Dá-lhe Potossi!

14 fevereiro, 2007 11:42  
Blogger Ludwig von Mises said...

Bem lembrado Partisan...

Quando morre um preto velho na África perde-se uma biblioteca inteira...

14 fevereiro, 2007 12:15  
Anonymous Anônimo said...

Ai meu Deus, será mesmo verdade que todos aqueles pseudo comunas serão postados nos proximos.
Até o Emir Sader a quem o Jorge Bonhausen deu uma "enquadrada de jeito" está na lista.
Que volte o Flamengo e as gordinhas.

14 fevereiro, 2007 20:13  
Anonymous Anônimo said...

Se até os padrões fonéticos das línguas africanas e ameríndias foram codificados nos moldes euro-ocidentais. Até mesmo a compilação sintático-gramatical dos mesmos idiomas também só existe graças à ação dos europeus...(Falam mal dos Jesuítas mas, se não fossem eles, hoje, do Tupi-Guarani, só conheceríamos os Ibirapueras e Araribóias da vida...)

14 fevereiro, 2007 22:12  
Anonymous Anônimo said...

Onde estão as fotos das meninas??

14 fevereiro, 2007 22:51  
Anonymous Anônimo said...

Solicito ao Dr. Francisco a divulgação dos blocos mais pecaminosos para que os evitemos.

HAHAHAHAHAHAHAHA

Desculpe, encosto acontece....

16 fevereiro, 2007 00:14  
Anonymous Anônimo said...

O Bloco mais pecaminosoé um o qual o Francisco é integrante!

A Banda de Ipanema que tabém poderia ser conhecida como Sodoma e Gomorra, ali a pederastia se faz presente.

Creio que é bloco que mais representa o atual retrato do Rio de Janeiro, a capital Gay.

Como tem boiola no Rio... E o pior é que tem muita gente achando normal.

16 fevereiro, 2007 18:23  
Anonymous Anônimo said...

Apos festejos de momo, Super 40 vem ai.
Vamos com 3 equipes, camisa nova e super barraca de apoio.

01 março, 2007 10:04  
Anonymous Anônimo said...

Por pura curiosidade, andei olhando a árvore genealógica da rainha Silvia da Suécia. A rainha Silvia, como muitos já devem saber, é filha de uma brasileira. Pude ver que na 13a. geração anterior à rainha, há uma índia de nome Bartyra e, na 14a., um cacique tibiriçá. Portanto, a princesa herdeira da Suécia e, possivelmente, a linhagem real daquele país, daqui para frente, carrega genes ameríndios brasileiros.

06 março, 2007 14:26  

Postar um comentário

<< Home