All that you can´t leave behind...

Espaço para histórias, estórias, artes em geral, amizades, natureza...só alto astral! Sejam bem vindos. Embarquem comigo nessa Magical Mystery Tour. Deixem-se levar, para bem longe, para lugares maravilhosos. Talvez vocês já tenham participado de uma viagem como esta sem perceber o que estava acontecendo. Prontos para partir? Ótimo! Afinal, estamos entre amigos!

Nome:
Local: Rio de Janeiro, RJ, Brazil

sexta-feira, abril 27, 2007

Domingo tem corrida!!

Caros atletas integrantes da EFF:
Domingo, 29, dia seguinte do show do Mötorhead, com Lemmy & Cia., teremos às 09:00 a largada do Circuito Carioca / Fila – Piraquê 10 Km. no Aterro do Flamengo, em frente ao Porcão Rio´s (ôpa!).
Os kits dos participantes da EFF serão entregues em nossa já tradicional barraca de intendência antes do início da prova. Não se sabe se haverá local específico para montagem das barracas das equipes. Pretendemos estar no gramado entre as pistas da Praia do Flamengo (MENGO!) e a do Aterro do Flamengo (MEENGOOOO!) sentido Zona Sul, próximo ao local da largada.

Como sempre, a referência para localização da barraca de apoio será nosso PAVILHÃO hasteado triunfante sobre nossos corações e mentes. EIA!!
O telefone
94381099 estará disponível para facilitar a localização do acampamento.
Como é uma prova com grande numero de participantes, em torno de 4.000, para aqueles que forem de carro e chegarem perto do horário da largada, atenção com a disponibilidade de estacionamento.
Há um estacionamento rotativo no posto BR da Av. Rui Barbosa (cuidado com a crise do Encilhamento), próximo ao local da largada, mas que costuma lotar rapidamente.

Será que PP participará??????


PRÓXIMAS PROVAS:
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01/05 – 3. feira (feriado nacional) 9:00 hs. – Corrida do Trabalhador 12 Km. ( Dúvida: no ato de inscrição exige-se a apresentação da CTPS assinada e anotada?)– Niterói. Largada Concha Acústica e Chegada Jurujuba. Informações e inscrições Não temos informações sobre a organização da prova.
10/05 – Domingo 9:00 hs. – Circuito das Estações 10 Km. – Largada e Chegada no Aterro do Flamengo. Informações www.circutodasestacoes.com.br Prova patrocinada pela Adidas e Pão de Açúcar, com excelente organização.
20/05 – Domingo 8:30 hs. High Performance – 18 Km. / Revezamento com 2 ou 3 atletas. Largada e Chegada no Aterro do Flamengo (MENGO!).
Não temos informações sobra a organização da prova.
27/05 – Domingo 9:00 hs. – 10 K BRASIL RJ – 10 Km. Largada e Chegada no Aterro do Flamengo (MEEENGO!!).
Circuito Brasileiro de provas de rua de 10 Km, organizado pela yescom.
Excelente organização.
03/06 – Domingo 8:00 hs. – XIX Corrida Internacional Leblon x Leme – 8 Km. Largada Delfim Moreira a Chegada Av. Atlântica. Informações www.racersbrasil.com.br
Ano passado a prova teve boa organização.
24/06 – Domingo 9:00 hs. – Maratona do Rio de Janeiro – 42 Km. Meia Maratona – 21 Km. e Family Run – 6 Km., todas com chegada no Aterro do Flamengo e largada no Recreio, São Conrado e Aterro, respectivamente. Organização Spiridon. (Essa aí é para poucos...).
08/07 – Domingo 8:30 hs. – XX Corrida dos Fuzileiros Navais – 10 Km. / ESPECIAL 200 anos – Almirante Tamandaré (ôpa! vai ganhar uma postagem em homenagem!). Largada e Chegada no Aterro do Flamengo. Prova tradiconal, com excelente organização.
12/08 Domingo 9:00 hs. – II Bowerman RJ – 10 Km. Largada e Chegada no Aterro do Flamengo. Circuito de provas de rua, organizadas pela NIKE em todo Brasil, em homenagem a seu fundador - Mr. Bowerman. A camiseta da prova foi uma das mais bonitas já distribuídas em provas de rua e até hoje são vistas muitas em provas e treinos na cidade. Prova com excelente organização. Em 2006 tiveram mais de 7.000 participantes.
02/09 – Domingo 8:00 hs. – XVI Meia Maratona do Rio de Janeiro – 22,1 Km. Largada em São Conrado e Chegada no Aterro do Flamengo. Prova tradicional do Rio de Janeiro, patrocinada pela Rede Globo e faz parte do Circuito da Federação Internacional de Atletismo. Prova com excelente organização e disputado em um cenário espetacular por toda orla da cidade.
16/12 – Domingo 9:00 hs. – III Corrida Pan Americana – 10 Km. Largada e Chegada no Aterro do Flamengo. Prova da com boa organização patrocinada pela Rede Globo, sempre com um grande numero de participantes.

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Em datas a serem confirmadas, teremos ainda as seguintes provas em 2007: Corrida entre Fortes Gragoatá x Charitas, Corrida Cidade Maravilhosa, Volta de Paquetá, Corrida da Policia Federal, Corrida das Academias-CEF e Revezamento Petrobras 40 Km.

domingo, abril 22, 2007

Justa Homenagem


Homenagem aos bravos que lutaram na II Guerra Mundial
Quem passar hoje na Cinelândia, Centro do Rio, verá uma pequena exposição da Força Aérea Brasileira. Em frente à Câmara do Município, há uma turbina original do caça AMX. Não se sabe se foi propositalmente colocada lá como um aviso aos não tão nobres parlamentares municipais, de que o passado ainda está muito recente...
Já próximo à escadaria do Theatro Municipal está um ícone da II Guerra Mundial: o P-47. Muito mais que um avião de caça, o P-47 é uma mostra clara da coragem dos homens que em todas as Armas lutaram no conflito. O lindo P-47 é um trambolho pesadíssimo que, hoje em dia, somente um louco teria coragem de entrar e decolar.
Realmente, o que Freud chamava de “Recalque Primário”, ou seja, as impossibilidades surgidas da natureza biológica humana, para quem entrou e decolou naquele mastodonte demonstra a grandiosidade do desejo-tesão do homem em se superar. Além, é claro, de muita, mas muita coragem! Todos que passam ficam impressionados com o mamute e seus seis canhões de 50 mm.
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O P-47
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Quem se habilita a voar nessa geringonça?
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O Republic P-47 Thunderbolt, ou "Jug" como era conhecido à época, foi um dos principais caças da USAF durante a II Guerra Mundial. Também esteve presente em outras forças aéreas aliadas, sendo utilizado inclusive pelo 1º Grupo de Aviação de Caça, o Senta a Pua, da FAB.
Dentre os warbirds remanescentes da Segunda Guerra, certamente o Thunderbolt é um dos mais numerosos. Foi produzido aos milhares e criou uma legião de admiradores que talvez só perca para a do Mustang, outro clássico de sucesso. Amplamente empregado por nações ao redor do mundo, principalmente após a Segunda Guerra, o P-47 pode ser encontrado em shows aéreos e em museus de quase todos os países em que operou.
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Nosso capitão admirando o "tijolo" voador que era o P-47. O avião é contemporâneo de alguns carros estacionados na garagem do 161...
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Em entrevista exclusiva, nosso homem da aeronáutica, Arthur, comentou acerca do P47:
"O P-47 era o famoso "jarrão", pelo porte imenso e absurda resistência a fogo inimigo. Muitas vezes seu motor radial voltava das missões com 4 ou 5 cilindros arrancados a bala, e ainda sobrava potência para um pouso seguro. Também sua bitola larga era providencial nos campos enlamaçados da Europa, o que fica nítido nos filmes e imagens que registram o dia a dia do 1o GAvCa na Europa."
O Warbirds Resource Group (clique e visite a página), uma organização dedicada a preservar a memória das antigas aeronaves de combate, encarregou-se de acompanhar o destino de todos os aviões que antigas que sobreviveram até os dias atuais. Ao todo, o WRG contou 73 P-47s espalhados ao redor do mundo divididos conforme a lista a seguir (os números entre parênteses representam a quantidade):
P-47B (3)
P-47D (40)
P-47N (7)
Os que possuem nomes e estejam voando (11)
Aqueles de que dispomos poucas informações (12)


A História do Tenente Danilo Moura
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Herói nacional: SELVA!! (ôpa, selva?!)

Danilo Marques Moura serviu no 1º Grupo de Caça, (1º GAvCa) como 2º tenente. Piloto de combate da Esquadrilha Verde, acumulava também a função de chefe da garagem de veículos. Sua primeira missão foi em 19 NOV 44. Ao cumprir sua 11ª missão, em 04 FEV 45, foi abatido pela AAé inimiga ao sobrevoar a cidade de Treviso, Itália. Com o avião em queda, saltou já próximo ao solo impossibilitando, assim, seu pára-quedas de amortecer o impacto. Foi socorrido e escondido por simpatizantes. Após rápida recuperação, atravessou as linhas inimigas e conseguiu retornar ao lado aliado percorrendo a pé e de bicicleta aproximadamente 340 Km em 33 dias (agora sim: SELVA!!). Ao retornar para Pisa, continuou na sua função de chefe da garagem, porém, não pode efetuar mais nenhuma missão de guerra, pois caso fosse novamente abatido e tomado prisioneiro, poderia ser considerado pelo inimigo como sendo um espião e certamente seria executado.

Nome de Guerra: Danilo
Patente/Registro: Aspirante Aviador da Reserva Convocado / BO-345
Nascimento: 30/06/1916, Cachoeira do Sul (RS) - Brasil
Falecimento: 14/05/1990, Rio de Janeiro (RJ) – Brasil
Função: Piloto de Combate
Promoções: Em 28 Out 44, Promovido a 2º Tenente
Condecorações: Cruz de Sangue, Cruz de Aviação Fita A, Air Medal (EUA), Campanha da Itália, Presidential Unit Citation (EUA)
Treinamento: Panamá, Suffolk e Itália
Família: Filho do Sr. Gilberto Moura e D. Maria Emília Marques Moura, que tiveram mais dois filhos além de Danilo, Osmar (integrou a FEB como Major) e Nero (Comandante do 1º GAvCa). Casou-se, com Maria Isolina Krieger e tiveram 05 filhos. Regina Maria, Gilberto, Reinaldo (amigo de nosso Capitão, CAT), Joaquim Pedro e Fátima.
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A ÓPERA DO DANILO
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Compôs-se uma ópera em homenagem ao companheiro que retornava, contando sua extraordinária aventura. Batizaram-ma de Ópera do Danilo. Colaboraram em sua autoria o Cap. Pessoa Ramos e os Tenentes Moreira Lima, Rocha, Coelho, Cauby, Meira e Tormim. A ópera é dividida em 5 atos, cada um contando uma passagem da Fuga Heróica do Ten. Danilo Moura.

terça-feira, abril 17, 2007

EQUIPE FERRO FUNDIDO!!





Amanhecer de domingo na Rua Pacheco Leão. Note que Jaílson ainda aparenta certo sono.

Apesar do Blog ter se equivocado na data, domingo dia 15 de abril participamos da corrida Vista Chinesa x Mesa do Imperador. A alvorada deu-se às 06:45, com um clima ameno, típico do outono carioca. Embarcamos no táxi do “seu” Oswaldo, figuraça que já trabalhou no 161. Ele jurou que o taxímetro não estava engatilhado, mas relutou em ligar o ar-condicionado e o rádio... Assim rumamos até nosso ponto de partida, na Rua Pacheco Leão. (Passamos na porta da saudosa Second Floor. Quem não se lembra...).


A organização era uma icógnita, pois o “famoso” Fernando Guimarães era um dos promotores. Todavia, fora o atraso inicial, fato que irrita imensamente nosso metódico capitão, a organização foi boa. A entrega das camisas, saliente-se, de boa qualidade, exclusivas para a prova e já numeradas deu-se no próprio local de largada. Assim, não corremos com nossos tão reivindicados uniformes versão 2007.

Paulo, Thiago, Jaílson e Antônio Carlos resolveram chegar já aquecidos, prontos para enfrentar o desafio de subir os quase 5 quilômetros do percurso. A EFF participou com um bom número de atletas. O Pavilhão novamente tremulou nossos ideais!



"Hoje, tomamos a Vista Chinesa, amahã tomaremos o mundo!"


Todavia, o rei da noitada, Paulo Pedro, não compareceu. A dúvida permanece: onde terá ele se esbaldado no sábado à noite? D. Edna confidenciou que não o viu em seu estabelecimento. Poderá ter sido na “Noite do Funk”, do Dito e Feito? na “Noite do Axé”, da Symbol? Ou, ainda, na “Noite do Hip Hop”, do Pampa Grill? Eis a dúvida capital deste Blog. Há suspeitas de que foi visto sujeito parecido com ele em companhia de rapazes lá no quadrilátero Teixeira de Mello-Farme, porém nada confirmado. O que se sabe é que foi noitada regada a vinho, charutos e muita música!

Uniforme esnobado por Paulo Pedro, que foi tomar uns birinigths na véspera e se perdeu.


Outro que não apareceu foi o veteraníssimo José Guilherme, apesar de morar bem próximo ao local. Figura assídua nas provas de rua, sua ausência foi lamentada por todos. Nada que uma ligeira detenção não resolva!
Nosso melhor atleta, Carlos Antônio, também não pode comparecer, talvez tenha achado a prova muito fácil para um PQDT do EB. SELVA !!

O início da prova foi atrasado em 30 minutos, dessa forma alinhamos juntos com a Fórmula 1 lá no Oriente Médio. Nosso Capitão, CAT, estava preocupado com uma lesão no calcanhar fruto de uma pelada temerária no dia anterior da corrida. Sua presença exalava o inebriante odor do Gelol. Dada largada, Arthur e Paulo dispararam. Francisco e Thiago mantiveram o ritmo, correndo lado a lado o primeiro trecho. O percurso todo arborizado no meio da mata proporcionava um contato muito gratificante com a natureza. E mais, oferecia sombra durante todo o trajeto. Vários postos de hidratação foram disponibilizados, inclusive um deles entregava um melado de “sei-lá-o-quê” extremamente doce. Com todo jeito de envasamento artesanal, do tipo “cozinha-lá-de-casa”, a garrafa era difícil de ser aberta e onde o estranho líquido caía deixava tudo grudento e emporcalhado!! Apesar disso, o açúcar deu certo ânimo naquele trecho da prova.

A EFF posa na Mesa do Imperador, mas com ares republicanos, claro!


A organização manteve batedores em motocicletas para verificar o desempenho e a saúde dos atletas, posto que a subida era “paulera” o tempo todo. Panturrilha exigida, coxa inchada e a pista inclinada. Esse foi o mote da subida. O esforço era tanto que não dava nem mesmo para aproveitar a paisagem.



CAT já próximo à chegada! Veja o nº 80 (oitenta milhões em ação pra frente Brasil... ninguém segura este país...)


Passando a Vista Chinesa, ainda havia uns 500 metros até a chegada. Esforço final, garra, sprint, e, finalmente, o término da prova, com duas beldades da Citroen entregando as medalhas. Quem anotava os tempos dos atletas era justamente Ele: Fernando Guimarães.

Jaílson: quase lá!


Cansados, extenuados e suados os atletas, já com a medalha reluzente no peito, dirigiam-se para receber isotônicos e frutas. Mas, qual não foi a surpresa quando nos foi entregue... o GuaraGay!! Heim?! O que é isso? E mais, após a citada bebida ainda nos ofereciam... bananas!! Hã?! Como interpretar tais atos? Uma tentativa de indução aos de cabeça fraca? Aos de poucas convicções?



Terá alguma correlação com a ausência de Paulo Pedro?


Será que Paulo Pedro, na noitada, descobriu, na véspera, tal artimanha, tal estratagema e medrou? Outro questionamento que deve ser investigado aborda a Florapis. Já em outros eventos nos foi oferecido spray de mel com própolis acrescido de outros ingrediente, dentre eles... guaraná! Muito bem, até aí nada. Ótimo produto farmacêutico para a garganta. Mas, será que a Florapis pretende lançar o mel com própolis e... GuaraGay?!
As perguntas continuam no ar...



Ninguém entendeu nada acerca desta bebida...


Na volta, “seu” Oswaldo colocou sete passageiros em seu táxi! Obviamente dois foram no porta-malas. Orgulhosos de nosso compromisso alcançado, ainda fizemos uma parada na Vista Chinesa para admirar a Zona Sul do Rio. Assim encerramos mais uma vitoriosa participação nas provas de rua. Obrigado a todos!


Arthur verifica seu tempo preocupado com o excelente desempenho do Francisco.

Francisco (2), Arthur(1) e Paulo(3): os três primeiros colocados da EFF.
Parabéns, amigos.
Jaílson, Francisco, Antônio Carlos, Paulo, Thiago, Arthur e CAT


Obs.

Atenção, este bebezinho chamado João Pedro é filho de Saloma Pereira, integrante da EFF. Vida longa e próspera! Esperamos a volta de Saloma e a torcida de seu filho pela Equipe!

domingo, abril 08, 2007

VISTA CHINESA!!!

Informe EFF
Amigos, hora de intensificar os treinos. Dia 22 tal qual um destacamento de Infantaria de Montanha tomaremos o objetivo Vista Chinesa! Lembremo-nos de Montése e Monte Castello!! EIA!!

À direita, o Opala do Arthur
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Com a chegada da família real, em 1808, as florestas e matas circundantes do Rio de Janeiro começaram a ser devastadas para plantio. A madeira extraída era utilizada para lenha e carvão. Com o Ciclo do Café, a situação piorou ainda mais e até as encostas das montanhas foram devastadas. Por quatro vezes seguidas, na primeira metade do século XIX, o Rio de Janeiro foi castigado por secas e com a devastação das matas houve o comprometimento das nascentes dos rios. Um trabalho planejado, iniciado em 1854, envolvendo desapropriações de terrenos onde se localizavam nascentes, foi implementado visando o reflorestamento com espécies nativas.
Sera' a garagem do 161, com os carros do CAT e do Arthur?

Em 1857, o Barão de Bom Retiro, Ministro dos Negócios do Império, desapropriou fazendas devastadas pelas plantações. O major Archer, primeiro administrador da Floresta, entre 1861 e 1874 plantou cem mil árvores com um pequeno número de escravos.
Depois do major Archer, o reflorestamento teve continuidade com o Barão Gastão d' Escragnolle que o transformou em Parque Público e o paisagista Augusto Glazius, que traçou os caminhos e demarcou os recantos do Parque. No Governo de Pereira Passos as estradas do Parque ganharam novos calçamentos: a Cascatinha; a Boa Vista; o Açude; a Vista Chinesa; a Gávea Pequena e Furnas.
Você não pode perder esta "Vista" !
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Entre 1943 e 1944, sob a coordenação de Raymundo Ottoni de Castro Maya, a área passou por grandes reformas. O arquiteto Wladimir ALves de Souza projetou o portão de entrada, no Alto da Boa Vista e reformou a Capela Mayrink que é originária do início do Século XIX. Nesta época Burle Marx traçou caminhos e trilhas, introduziu novas espécies botânicas e reformou o Açude da Solidão, transformando a represa insalubre e um lago rodeado de plantas tropicais.

A Vista Chinesa tem este nome devido ao quiosque que se encontra no local. É um mirante de onde é possível admirar o Corcovado, a Lagoa Rodrigo de Freitas e o Pão de Açúcar. O quiosque tem forma hexagonal e possui uma cabeça de dragão sobre cada coluna, em seus dois estágios. O mirante está a 380m de altura da cidade. Seu nome remonta ao tempo de D. João VI quando ali foram instalados os chineses que vieram cultivar o chá no Brasil.

Não se perca! Siga a EFF!!!! EIA!!
O Parque Nacional da Tijuca fica compreendido pelas áreas situadas em cotas superiores aos seus limites, que são:
1) Floresta da Tijuca (Setor A),
2) No conjunto Corcovado Sumaré Gávea Pequena (Serra da Carioca) (Setor B)
3) Conjunto Pedra Bonita Pedra da Gávea (Setor C):

segunda-feira, abril 02, 2007

MARÇO - ABRIL


Presidente eleito, João Belchior Marques Goulart


Março-abril

Nesta transição de março para abril, fiquei na dúvida se postava algo sobre o GOLPE de 64 ou sobre o “Pacote de Abril”. Como em ambos os casos haveria de escrever sobre o contexto generalizante que permeou os acontecimentos, me ative, então a eles.

“Não há ameaça mais séria à democracia do que tentar estrangular a voz do povo, dos seus legítimos líderes populares, fazendo calar as suas reivindicações”.

João Goulart, 13 de março de 1964.
Central do Brasil.

O Presidente sintetizou, nessas palavras, o clima de conspiração golpista de parcela ínfima da população brasileira à época: os setores conservadores civis e militares. Tais setores já estavam assustados desde o início do projeto desenvolvimentista iniciado nos anos 30, sempre buscando incorporar os setores populares na perspectiva nacionalista e reformista de nossa pátria. A novidade no início dos anos 60 era a organização, antes inexistente dos trabalhadores rurais, com a recente extensão a eles de direitos trabalhistas.

O PTB - há quase dez anos - havia se afastado da política conciliatória que o marcara no passado getulista. Estava ostentando a verdadeira face da postura reformista e desenvolvimentista. Tal postura causava arrepios naqueles que sonhavam com o atraso contínuo como determinismo histórico colonialista.

Manterei meu enfoque, nesse breve texto, nas questões internacionais e seus reflexos na preparação da usurpação de Poder implementada na virada de março para abril de 64.


Na foto, o estudante de medicina em seus últimos momentos de vida. Foto de Evandro Teixeira.
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Esse período é marcado pelos conflitos da Guerra Fria. Todos os reflexos no Sudeste Asiático e na América Latina são conhecidos. A política de atuação de John Kennedy para a América Latina era implantação da famigerada “Aliança para o Progresso”, em substituição da truculência anterior Republicana do Big Stick. A nova política de dominação, bem ao espírito dos “Democratas”, pautava-se na subvenção econômica estatal ou privada dos Estados Unidos a candidatos que apresentassem plataformas aceitáveis aos interesses hegemônicos dos EUA. A política do Big Stick havia produzido um ambiente muito hostil aos norte-americanos e o que era pior para eles, a emergência de lideranças populares nacionalistas e reformistas. Todos frutos da própria atuação desastrada de Washington.

Blindado no bairro de Laranjeiras

Kennedy, tão inteligente quanto mulherengo, sabia que somente a atuação em bases outras seria capaz de manter a América Latina sob sua órbita, depois do fracasso da Baía dos Porcos. Assim, o aparelho estatal dos EUA financiariam, como efetivamente fizeram, organizações partidárias e entidades favoráveis aos interesses norte-americanos na região, vide o Governador da Guanabara, Carlos Lacerda. Desta forma, Kennedy buscava manter a estabilidade na área sob o manto de uma “democracia”. Todavia, por precaução, havia uma segunda alternativa a ser aplicada: a “Doutrina da Contra-Insurgência”, que previa a retomada da velha, truculenta e violenta política intervencionista caso a política de “ajuda” financeira não fosse suficiente aos desideratos setentrionais.

Todavia, o assassínio de Kennedy mudou os rumos da política de dominação “branda”. Lyndon Johnson abandonou paulatinamente a política da “Aliança para o Progresso”, priorizando a adoção de regimes ditatoriais, sob a direção de militares débeis, títeres.
Cinelândia, Centro do Rio de Janeiro.


O GOLPE de 64 desarticulou a sociedade civil numa proporção nunca antes vista na história do Brasil. A noção de Brasil, o pensamento sobre nosso país, a discussão e o debate intelectual iniciado com Gilberto Freyre, Caio Prado, Sérgio Buarque, Celso Furtado e outros foi proscrito. Nos foi imposto o drama da amnésia coletiva, a pauperização intelectual, a indiferença, o assombroso descaso e o cancelamento da capacidade crítica do cidadão. Nossa história voltou a ser contada de fora para dentro. Restou-nos a deserdação de expectativas e de esperanças.


Os GOLPISTAS TRAIDORES nos deixaram o flagelo e a pobreza.




Brasileiros, despertai! mudemos nosso destino!!