Bobby Sands

"Claro que posso morrer, mas insisto que sou um preso político de guerra, e ninguém, nem os ingleses, podem mudar isso".
A primeira vez que Bobby foi preso ele tinha apenas 18 anos. Não desenvolvera, ainda, muita educação teórica formal. Sua forma de atuação política era simples e defensiva. Crescera sofrendo ataques diários de bandos truculentos anti-católicos sectários que atuavam dentro de sua comunidade, em Belfast. Não apenas ele era vítima dos corriqueiros espancamentos, mas seus amigos. Desta forma, viu no Exército Republicano Irlandês o melhor modo de se defender desses bandos. Justamente por sua ligação com o I.R.A., acabou sendo preso.

No lado católico, as placas NÂO são escritas em inglês!
A primeira vez que Bobby foi preso ele tinha apenas 18 anos. Não desenvolvera, ainda, muita educação teórica formal. Sua forma de atuação política era simples e defensiva. Crescera sofrendo ataques diários de bandos truculentos anti-católicos sectários que atuavam dentro de sua comunidade, em Belfast. Não apenas ele era vítima dos corriqueiros espancamentos, mas seus amigos. Desta forma, viu no Exército Republicano Irlandês o melhor modo de se defender desses bandos. Justamente por sua ligação com o I.R.A., acabou sendo preso.

No lado católico, as placas NÂO são escritas em inglês!
Na cadeia, contudo, recebeu tratamento de preso político. Assim, pode associar-se livremente com outros presos de mesmo status. A prisão de Kesh era rodeada de cercas de arame que os presos chamaram "jaulas". Eles tinham acesso à literatura e podiam se reunir para discutir e conversar. Liam sobre as ações libertárias de Che Guevara, Camilo Torres, e George Jackson. Para Sands, a prisão foi uma universidade onde ele ficou politicamente consciente e surpreendentemente sofisticado e organizado. Solto, ele não foi somente um voluntário do Exército Republicano Irlandês, ele passou a líder. Líder este, interessado na organização de sua comunidade, moradia, transporte, educação cultura e principalmente liberdade e independência.


Mural de Bobby Sands
Quando ele foi preso pela segunda vez, em 1977, sob a acusação de porte de arma não recebeu status de preso político. Desta forma, foi enviado ao temido Bloco H da prisão de Maze. Lá, teve contato com presos comuns, sem o conhecimento político social que ele desenvolvera. Inicialmente este foi um grande choque, mas mostrou-se, sobre tudo, um grande erro do Governo Inglês. Sands passou a ensinar e liderar os presos. Julgado sem Júri ou possibilidade de ampla defesa, foi condenado a 14 anos de prisão. Recusou terminantemente a pecha de preso comum e exigiu um julgamento justo. Negou vestir o uniforme de prisioneiro, pois não se considerava como tal devido à farsa que fora seu julgamento. De forma violenta, foi despojado de suas roupas, ficando nu. Restava-lhe, apenas, o cobertor para se aquecer. Bobby passou a ensinar a língua celta na prisão, a encorajar os presos a escreverem cartas e poemas, suas histórias. A não conversarem em inglês. Tornou-se, assim, um líder, um exemplo.
Outros presos do I.R.A. e do Sinn Féinn seguiram seu exemplo e se despojaram das vexaminosas vestes de prisioneiros sendo denominados de Blanketmen.

Mural para os presos
Outros presos do I.R.A. e do Sinn Féinn seguiram seu exemplo e se despojaram das vexaminosas vestes de prisioneiros sendo denominados de Blanketmen.

Mural para os presos
Durante as visitas mensais, Bobby relatava o tratamento bárbaro que ele e seus colegas recebiam nas frias grades do Bloco H. O desprendimento e a coragem de Sands transformaram os corredores da prisão em campos de batalha. Violentíssimas rebeliões e repressões eram semanais. Quanto mais violência, mais moral Sands e seus amigos ganhavam. Os escritos de Sands começaram a ser publicados na imprensa, criando uma verdadeira comoção não apenas no Ulster e no EIRE, mas ao redor do mundo.
Os guardas da prisão receberam ordens de, a todo custo, impedir que as mensagens de Sands e de seus companheiros ultrapassassem as muralhas da prisão. A determinação era que cessasse, a qualquer preço, a saída de informações que não as oficiais. Assim, as revistas tornaram-se ultrajantes. E daí para a violência, apenas um passo. Os presos tentaram esconder as mensagens no ânus. O que funcionou apenas por algumas semanas. Os guardas utilizavam luvas e pinças para vasculhar o reto e a boca dos prisioneiros. Sem o menor pudor ou higiene. A violência só aumentava, até mesmo pelo estranhíssimo fato de existir um bar que vendia bebida alcoólica para os guardas dentro da prisão. Assim, eles partiam para as revistas completamente bêbados, embriagados, dispostos a todo tipo de abusos e atrocidades.

Agora, os prisioneiros realmente estavam apavorados. A cada revista, um novo método de tortura, violência e humilhação. Todavia, quanto mais as autoridades tentavam degradá-los, mais fortes ficavam. Quanto mais violência maior a dignidade. Chegou-se ao ponto de se suspender os banhos. Retiraram, também, a cama e o material de higiene bucal. Em um cubículo vazio, frio e sujo, apenas homens de cobertor. A violência chegou a tal ponto que os prisioneiros passaram a jogar seus dejetos corporais nos guardas e nas paredes da prisão, na tentativa de manter as bestas fardadas afastadas. Aqui, fala-se não de dias, semanas ou meses. Mas de anos de protestos.

Os Grevistas
Os guardas da prisão receberam ordens de, a todo custo, impedir que as mensagens de Sands e de seus companheiros ultrapassassem as muralhas da prisão. A determinação era que cessasse, a qualquer preço, a saída de informações que não as oficiais. Assim, as revistas tornaram-se ultrajantes. E daí para a violência, apenas um passo. Os presos tentaram esconder as mensagens no ânus. O que funcionou apenas por algumas semanas. Os guardas utilizavam luvas e pinças para vasculhar o reto e a boca dos prisioneiros. Sem o menor pudor ou higiene. A violência só aumentava, até mesmo pelo estranhíssimo fato de existir um bar que vendia bebida alcoólica para os guardas dentro da prisão. Assim, eles partiam para as revistas completamente bêbados, embriagados, dispostos a todo tipo de abusos e atrocidades.

Agora, os prisioneiros realmente estavam apavorados. A cada revista, um novo método de tortura, violência e humilhação. Todavia, quanto mais as autoridades tentavam degradá-los, mais fortes ficavam. Quanto mais violência maior a dignidade. Chegou-se ao ponto de se suspender os banhos. Retiraram, também, a cama e o material de higiene bucal. Em um cubículo vazio, frio e sujo, apenas homens de cobertor. A violência chegou a tal ponto que os prisioneiros passaram a jogar seus dejetos corporais nos guardas e nas paredes da prisão, na tentativa de manter as bestas fardadas afastadas. Aqui, fala-se não de dias, semanas ou meses. Mas de anos de protestos.

Os Grevistas
Sands continuava a liderar com energia os irlandeses católicos. Exigia que os prisioneiros políticos fossem tratados como tal. Exigia julgamento dentro da lei, justo. Exigia acima de tudo a observância de Direitos Humanos, a muito já esquecidos nos corredores da prisão.

A escalada da violência não cessava. Foi quando, então, a decisão foi tomada: greve de fome. A mais devastadora forma de protesto que eles poderiam lançar mão. O governo de Thatcher não se moveu e repeliu os apelos de políticos como Gerry Adans. Sands estava determinado. Sabia que os britânicos não recuariam. Tão pouco ele. Sabia que morreria, mas estava determinado. Após 42 dias sem comer, Bobby Sands é eleito, pelo Sinn Féin membro do Parlamento Britânico (MP). Mas não recebe o tratamento de preso político. A 5 de Maio de 1981, após 66 dias, Bobby Sands não resiste e falece. Aos 27 anos. Sua morte foi um autêntico estopim de violentos distúrbios no Ulster e de manifestações em Dublin, Estados Unidos e Nova Zelândia. Falecem, pouco depois, outros nove grevistas. Seu enterro reuniu aproximadamente 70 mil pessoas em Belfast. O I.R.A. tratou de realizar as honras militares.

A escalada da violência não cessava. Foi quando, então, a decisão foi tomada: greve de fome. A mais devastadora forma de protesto que eles poderiam lançar mão. O governo de Thatcher não se moveu e repeliu os apelos de políticos como Gerry Adans. Sands estava determinado. Sabia que os britânicos não recuariam. Tão pouco ele. Sabia que morreria, mas estava determinado. Após 42 dias sem comer, Bobby Sands é eleito, pelo Sinn Féin membro do Parlamento Britânico (MP). Mas não recebe o tratamento de preso político. A 5 de Maio de 1981, após 66 dias, Bobby Sands não resiste e falece. Aos 27 anos. Sua morte foi um autêntico estopim de violentos distúrbios no Ulster e de manifestações em Dublin, Estados Unidos e Nova Zelândia. Falecem, pouco depois, outros nove grevistas. Seu enterro reuniu aproximadamente 70 mil pessoas em Belfast. O I.R.A. tratou de realizar as honras militares.
Os mortos:
Bobby Sands, Belfast , 66 days, 5 May 1981.
Frank Hughes , Bellaghy (Derry) , 59 days, 12 May 1981.
Raymond McCreesh , South Armagh , 61 days, 21 May 1981.
Patsy O' Hara , Derry , 61 days, 21 May 1981.
Joe McDonnell , Belfast , 61 days, 8 July 1981.
Martin Hurson , Tyrone , 46 days, 13 July 1981.
Kevin Lynch, Dungiven (Derry) ,71 days, 1 August 1981.
Kieran Doherty , Belfast , 73 days, 2 August 1981.
Tom McIlwee , Bellaghy (Derry) , 62 days, 8 August 1981.
Micky Devine , Derry , 60 days, 20 August 1981.
Tal qual ocorrera em janeiro de 1972, as fileiras do I.R.A. cresceram enormemente após este fato. Naquela noite, centenas de jovens alistaram-se e ingressaram no Exército Republicano Irlandês.
Belfast: loyalist side
Belfast no lado protestante
A separação entre irlandeses católicos e ingleses protestantes
O resultado...
Perceba o muro e a cabine de polícia.
Essa é a Divis Tower. Um dos prédio mais altos de Belfast, próximo da Falls Road. Por ter uma visão privilegiada, foi ocupada pelo exército britânico nos anos 70 para observações. Todavia, também era um ótimo posto para posicionamento de atiradores de elite, os snipers. Dito e feito, do último andar, assassinaram muitos católicos militantes do IRA e do Sinn Féin, com tiros certeiros. No final dos anos 70, os militares só chegavam ao prédio de helicóptero, pois pelas ruas era arriscado demais. Em 12 de maio de 1981, quando Francis Hughes, participante da Hungry Strike faleceu, os atiradores do alto do prédio abriram fogo contra os manifestantes, seguindo a rotina de assassinatos do Estado. O posto de observação foi desativado em 2005.
(Obs. aqui na Irlanda chove mais que na Inglaterra!)
Assim é Belfast.












28 Comments:
Oh Irishmen remember well
Our heroes who in action fell
And those who died in the prison cell
Like Bobby Sands from Belfast
An Irish soldier to the last
A criminal he would not be classed
And so began a long day fast
Of Bobby Sands from Belfast
So proud Britannia hide your face
Throughout the world you are disgraced
How many more must take the place
Of Bobby Sands from Belfast
The gallant Hughes from Derry's hills
He fought against the tyrants will
O'Hara and McCreesh you've killed
Like Bobby Sands from Belfast
And the world will never understand
Why you denied their just demands
A lingering death with your heartless plan
for those like Sands from Belfast
Now Britannia, all the world must know
how England treats a helpless foe
Your British justice, it is laid low
Like Bobby Sands from Belfast
So proud Britannia hide your face
Throughout the world you are disgraced
How many more must take the place
Of Bobby Sands from Belfast
Ontem o The Police tocou no Rio. U Feliz Natal pra vc, menino. Onde quer que seja.
Bjs.,
Myriam.
vejam o video!
http://www.youtube.com/watch?v=JxLQfcde18U&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=BUQ1YjU-FLA&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=Z8D_uN-73S0&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=L965m4GB55c&feature=related
Depois de ter descoberto o nome fantasia PAC, Lula não larga esse osso de jeito nenhum. É PAC em tudo o que o governo põe a mão, já tem PAC da Segurança, PAC da Saúde, PAC para o que der e vier. Pois agora temos o PAC do Samba: R$ 12 milhões liberados para o Carnaval do Rio de Janeiro.
Onde fica a seção de esportes?
Nada como ser terrorista branco e católico...
dá para arrumar simpatizantes até no Brasil...
Mentira
O argumento demagógico de que a CPMF é benéfica para os mais pobres e que, por isso, só as malvadas "elites" seriam contrárias a sua prorrogação, cai por terra a partir de estudos da Fecomercio de São Paulo e da Fipe da USP, divulgados hoje pela Folha de S. Paulo. Pelas contas dos especialistas, os brasileiros vão fechar o ano tendo gasto mais com a CPMF que com arroz, feijão e leite. E o peso da carga tributária, para as famílias que ganham até dois salários mínimos, é de nada menos que 45,8% da renda, enquanto para as que ganham mais de 30 salários mínimos significa 16,4% da renda. Ou seja: se a matemática não foi revogada, estão querendo enganar com palavras melífluas, mas mentirosas, justamente aqueles que apregoam beneficiar.
“Se tivessem me entrevistado, não seriam 63%: seriam 64%.”
LULA, mostrando que matemática não é o seu forte, ao comentar pesquisa da Datafolha com 12 mil pessoas, indicando que 63% delas são contra um terceiro mandato para o atual presidente.
“Quem diria, dez anos atrás, que o Lula apresentaria como seu candidato, como homem de sua confiança, para caminhar junto, o Sarney? Vejam como houve uma evolução. O Lula evoluiu. Não é mais aquele Lula de tanto tempo atrás. E, cá entre nós, o Sarney também evoluiu: não é o presidente da Arena da época do regime militar".
A polícia espanhola apreendeu nesta terça-feira, dia 11, trinta e três toneladas de Jacarandá brasileiro contrabandeado. O carregamento saiu da Bahia e do Espírito Santo e seria comercializado por R$ 86 milhões no mercado ilegal de fabricação de instrumentos musicais.
O material já estava praticamente vendido. Eram encomendas de empresas espanholas que produzem violões de flamenco clássico nas cidades de Madri e Granada.
a Espanha importa por ano mais de 800 mil metros cúbicos de madeira contrabandeada de todo o mundo, e 80% do total sai do Brasil.
Segundo ONGs espanholas, toda a madeira das paredes e do chão do Museu Rainha Sofia, de Madri, são de jatobá brasileiro originário de tráfico ilegal. A assessoria do museu disse que não responde a esta acusação.
Sem votos, o governo decidiu bater em retirada, pela terceira vez, do plenário do Senado.
A fuga visa evitar a derrota na emenda que prorroga a CPMF até 2011
A proposta consta da pauta de votações. É o item número 6. Mas Romero Jucá (PMDB-RR), líder de Lula no Senado, informou ao presidente interino Tião Viana (PT-AC) que os senadores governistas vão se escafeder do plenário...
Nove anos após o Laboratório Schering do Brasil Química e Farmacêutica Ltda ter colocado no mercado as pílulas de farinha como ficaram conhecidas por não ter o princípio ativo, finalmente saiu a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenando-o a pagar indenização coletiva no valor de R$ 1 milhão por danos morais causados.
Apesar de terem tomado o anticoncepcional Microvlar sem princípio ativo, várias mulheres engravidram.
O julgamento foi encerrado dia 29 de novembro , pela Terceira Turma do STJ, que manteve a condenação do laboratório.
Que caveira de burro é esta enterrada sob a cadeira de presidente do Senado? Sai Renan Calheiros, massacrado pela deliciosa amante, rádios e bois. Entra Garibaldi Alves, que ainda nem sentou na cadeira e os jornais já encontraram um passado. A Folha de S. Paulo conta que o futuro presidente da Casa "teve gastos de sua campanha de 2002 cobertos por um suposto esquema de desvio de recursos públicos investigado pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte".
As sabatinas do Senado continuam sendo ocas, apesar do que nos ensinou a crise aérea e a última diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). E é de novo na aprovação dos nomes para a diretoria da agência que o Senado despreza o que deveria ser a sabatina, transformando-a em mera formalidade sem maior sentido - ou sem nenhum sentido. Sem que tivessem respondido a nenhuma pergunta, Solange Vieira e Ronaldo Serôa foram aprovados pela Comissão de Infra-estrutura da Casa para preencher as duas últimas vagas da Anac.
Num instante em que tenta evitar uma derrota no Senado, o governo padeceu um sério revés no plenário do STF. Por sete votos contra dois, os ministros do Supremo derrubaram na tarde desta quarta-feira uma das medidas provisórias que, a pretexto de acelerar a votação da CPMF na Câmara, Lula revogou e reeditou em seguida. A manobra foi considerada pelo tribunal como uma fraude ao texto da Constituição.
A medida provisória revogada pelo STF trata da prorrogação dos prazos para o registro de armas de fogo. A MP trancava a pauta da Câmara no momento em que o governo decidiu priorizar a votação da emenda que prorroga o imposto do cheque até 2011. Para desobstruir o caminho da CPMF, o governo revogou a medida, reeditando-a depois que os deputados aprovaram o tributo.
Deve-se ao PSDB o recurso ao Supremo. Ao julgar a ação, os ministros consideraram que a Constituição veda “a reedição, na mesma sessão legislativa, de medida provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo”. Prevaleceu o entendimento de que, por analogia, as regras constitucionais aplicam-se também às medidas provisórias revogadas.
Para sorte do governo, 2007 está na bica de acabar. No início de janeiro de 2008, um novo exercício, o governo estará autorizado a reeditar a medida provisória derrubada pelo STF sem ferir a decisão dos ministros. Restou, porém, consagrado o princípio de que o vale tudo a que se entregou o governo para arrancar a CPMF do Congresso tem um preço
Ao rejeitar a prorrogação da CPMF, nesta madrugada, o Senado Federal lavou a alma dos brasileiros e da cidadania. O discurso demagógico que tentou contrapor os desvalidos às elites, felizmente, não foi vitorioso - pelo menos, não desta vez. O governo já fala em cortar investimentos, mas o que se espera é que de uma vez por todas aprenda a administrar o dinheiro público. E administrar é priorizar investimentos, não distribuir benesses populistas. Agora, é botar mãos à obra com seriedade e, principalmente, responsabilidade.
A tentativa do governo de prorrogar, até 2011, a CPMF abriu e fechou com erros de Lula, e o meio não foi diferente. A demora do governo em iniciar o debate, empurrando a votação até os últimos dias deste ano, a insistência em negociar o imposto no balcão do toma-lá-dá-cá, as ofensas àqueles que se opõem ao imposto, repetidamente chamados de sonegadores, e o terrorismo e as ameaças para ganhar pelo medo. Todos estes erros foram coroados por uma carta de Lula, lida ontem no Senado pelo líder do governo Romero Jucá. Nela, o Presidente prometia aumentar os repasses do imposto do cheque para a saúde, mas em menor quantidade do que proposto pelo governador tucano José Serra. O objetivo da missiva era adiar mais uma vez a votação para reabrir as negociações com o PSDB. Ao invés disso, conseguiu apenas aumentar a tensão no Plenário. A melhor explicação para tantos tiros do governo saindo pela culatra é defeito de fabricação
Na avaliação do líder do governo no Senado, senador Romero Jucá, “o governo vai procurar alguns setores para compensar (a perda). Vai punir o setor formal da economia, beneficiando o setor informal”. É uma declaração preocupante mesmo levando-se em conta que tenha sido feita no calor da emoção da derrota.
Daniel Ortega acaba de colocar o Exército em prontidão para uma guerra contra a Colômbia.
Há um litígio fronteiriço em torno do arquipélago de San Andres e a Corte Internacional da Haia ditará amanhã um parecer preliminar.
Ortega assegurou que a Nicarágua não quer uma guerra contra a Colômbia, mas observou que o Governo deste último país não pode desconhecer a competência da Corte da Haia no litígio de San Andres.
"No quisiéramos que este Ejército se viera enfrentado a ninguna acción bélica, pero debe estar preparado", disse o antigo guerrilheiro.
Colômbia e Nicarágua disputam a soberania do arquipélago de San Andres, Providencia e Santa Catalina, bem como algumas outras pequenas áreas insulares e marítimas.
Aqui também não funcionou...
Lula, buscando esconder a contrariedade do revés parlamentar, disse que quem votou contra é porque não é usuário do SUS, sugerindo que o povão é o principal prejudicado, e a elite, representada pela dobradinha PSDB-DEM, foi insensível com seu sofrimento. Só que, antes de estar no poder, Lula e PT votaram contra a mesma CPMF, sem pensar na clientela do SUS, que continua sendo a mesma de antes e de sempre.
Os governadores tucanos José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) se empenharam pela aprovação da CPMF, em rota de colisão com os senadores tucanos. As responsabilidades de quem governa – e tem compromissos contábeis – são diferentes das de quem legisla.
Na configuração do sistema político brasileiro, o legislador não tem compromisso com as conseqüências de seus atos. Pode propor o que quiser e terá a última palavra, já que lhe cabe apreciar eventual veto do presidente da República (ou do governador ou do prefeito) a proposições aprovadas no Legislativo.
Mas será o Executivo que arcará com as conseqüências. Se, por hipótese, algum parlamentar propusesse aumento de mil por cento do salário mínimo – o que configuraria gesto de leviandade política – e visse tal proposta aprovada e o respectivo veto presidencial derrubado, a administração das conseqüências (o custo político) seria do Executivo, não do Legislativo
eis aí um aspecto contraditório do sistema político presidencialista brasileiro: quem tem a última palavra não é quem responde por ela. No parlamentarismo, o Legislativo executa as leis que aprova (ou rejeita), o que o torna menos cênico e emocional e mais pragmático e responsável.
O GOVERNO LULA ESTÁ BLEFANDO! Ministros dizem que vão compensar a CPMF, cortando nas emendas dos parlamentares. Puro blefe! A prioridade do governo, ansioso por poder em 2010, são as eleições municipais onde 150 deputados disputam as prefeituras, sendo que a grande maioria deles, é de deputados da chamada base do governo.
Não dá para levar a sério um plenário como o do Mercosul, que em tese tem a missão de promover e alavancar a economia dos países membros, mas se dedica, à falta de assunto melhor, pelo visto, a atacar o maior mercado do planeta ? os Estados Unidos. O venezuelano Hugo Chávez vocifera contra o imperialismo norte-americano, mas é ali que encontra o maior cliente de seu petróleo. Seu colega boliviano Evo Morales macaqueia o vizinho, no discurso terceiromundista. Lula ficou em cima do muro, pelo menos. A recém-empossada presidente da Argentina, Cristina Kirchner, falou em subordinação ao exterior. Enfim, uma festa de faz-de-conta na qual só acredita quem for muito ingênuo. Não há bloco econômico que sobreviva sem negociar com os EUA. Simples assim. O resto é discurso demagógico.
Coronel Bolognesi (PER), Nacional (URU) e Cienciano (PER) x Montevideo Wanderes (URU)
Mais uma vez molezinha....
isso é bom! Pq ai vcs chegam achando que estão jogando muito e entrgam para a hinchada Violeta de novo!!!
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