A farra dos cartões corporativos caminha célere para mais uma inevitável CPI mista Senado-Câmara, que promete ocupar as manchetes dos jornais por um bom tempo.
Não que alguém realmente acredite que, no final, vai acabar em algo além da pizza protocolar.
Mas já há muita gente esfregando as mãos de contentamento, por reconhecer na CPI mais um poderoso fator de pressão contra o Planalto. Com a faca no pescoço, o governo não vai arriscar cortar as emendas dos aliados como alternativa ao fim da CPMF. Como, por outro lado, reduzir gastos com os programas sociais, em ano eleitoral, também está totalmente fora de cogitação, vai sobrar para os investimentos em infra-estrutura, saúde, educação...
Ou alguém duvida?
rj

7 Comments:
Há cinco anos no poder, os petistas deveriam dar um cursinho aos deslumbrados que chegam: isso aqui não é sindicato não, que a gente mete a mão no caixa e tudo bem.
Agora são os cartões coorporativos das agências reguladoras que chegam aos jornais. (Folha de S. Paulo).
Na Anatel, 55 % dos gastos foram saques. Na Anvisa, os saques em dinheiro somam 35% do total de gastos.
A Folha de S. Paulo NÃO analisou os gastos da Anac, estrela da crise aérea durante o ano passado...
O que eu tenho a ver com isso??
Pelo regimento, a abertura de uma CPI exige o apoio de 171 deputados e 27 senadores. Na Câmara, o número só será alcançado com a adesão de governistas.
No Senado, se estiver unida, a oposição consegue se virar sozinha.
Vago há uma semana, o cargo de Matilde Ribeiro, a gastadeira compulsiva não-arrependida, é o único que ainda não foi reivindicado pelo PMDB.
E se os peemedebistas não querem é porque a coisa não tem mesmo a menor relevância.
para o CN só uma solução... Às armas!
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